Tíquete de valet indicará quilometragem

Objetivo é evitar uso irregular; Câmara ainda dá primeiro aval a novos estacionamentos no centro

DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2013 | 02h02

A Câmara Municipal aprovou ontem projeto que obriga empresas de valet de São Paulo a imprimir no ticket de estacionamento a quilometragem dos veículos, para que os proprietários tenham condições de verificar, ao receber o carro de volta, se houve circulação irregular sob a guarda do estabelecimento.

O texto, que segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad, também estabelece a proibição de que representantes da empresa de serviços de valet circulem com o veículo, a não ser entre o ponto de coleta e o estacionamento. De acordo com o autor da proposta, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD), a legislação municipal em vigor, que regulamentou em 2012 o serviço de valet na capital paulista, não previa a hipótese de circulação irregular do veículo sob a guarda de empresas.

Garagens e ônibus. Outros dois projetos de transporte foram aprovados, mas em primeira votação. O primeiro trata da criação de 1,3 mil vagas de estacionamento na região central da cidade - sem identificar os locais. Trata-se de uma das região mais valorizadas para o turismo e que carece de vagas de estacionamento. O projeto concede a gestão e o faturamento dos estacionamentos à iniciativa privada.

Se o texto for aprovado em segunda e definitiva discussão, a Prefeitura poderá colocar em prática a Parceria Público-Privada (PPP) que viabilizará o plano de construção das garagens subterrâneas sob o Mercado Municipal, a Rua 25 de Março e a Praça Roosevelt, no centro.

Os vereadores também aprovaram projeto do governo que autoriza a concessão dos 32 terminais de ônibus da Prefeitura à iniciativa privada. A proposta prevê que consórcios privados construam outros 14 terminais ao longo dos mais de 150 quilômetros de corredores que serão construídos até o fim de 2016.

Os primeiros que devem ser licitados são os do Parque D. Pedro e das Bandeiras, no centro, e do Grajaú e do Campo Limpo, na zona sul. Em contrapartida, os futuros concessionários vão ter de reformar e ampliar a infraestrutura e a segurança. A legislação para tentar remodelar terminais e a construção de vagas de estacionamento no centro devem ser as duas primeiras parcerias público-privada (PPPs) da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).

A ideia trabalhada dentro do governo é de que os primeiros quatro terminais tenham características semelhantes às das Estações Tatuapé e Itaquera do Metrô, na zona leste, e Santa Cruz, na zona sul. Anexos às paradas metroviárias foram erguidos shoppings. Na Estação Tucuruvi, na zona norte, um centro comercial foi inaugurado em abril.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.