‘Tinha ciúmes da mãe de Isabella’, afirma madrasta da garota

Declarou que (...) quando conheceu Alexandre, ele não mantinha qualquer relacionamento com Ana Carolina, com a qual teve uma filha, Isabella (...) Que tem conhecimento que Alexandre efetuava o pagamento da pensão alimentícia a Isabella, cujo valor não sabe informar, entretanto recorda-se que houve uma revisão de pensão na Justiça, para aumento do valor da pensão (...) Informa que conhecia Ana Carolina, mãe de Isabella, e confessa que já teve muitos desentendimentos com esta no decorrer da relação com Alexandre, visto que inicialmente tinha ciúmes desta com seu marido, sendo que alguns desentendimentos e intrigas terminaram pouco tempo atrás, quando seu filho Pietro passou a freqüentar a mesma escola que Isabella e então ligava para Ana Carolina perguntando se poderia apanhar Isabella, inclusive para levá-la para sua casa às sextas-feiras. (... )Informa que o relacionamento com Isabella era ótimo, informando que eram apaixonadas (...) Que Isabella era calma, bastante boazinha e meiguinha, e nunca precisou repreendê-la e que ela dizia que gostava de ficar com a as criança porque fazia tudo o que ela queria, inclusive era querida pelos irmãos, que a amavam (...) Confessa que Alexandre já lhe deu palmadas a fim de repreendê-los (...) Alexandre era bom esposo e não tem comportamento agressivo, e parece-lhe calmo até demais e que não gosta de discussões (...) Que, na sexta-feira, Isabella não foi para a escola e por volta das 14h30 apanhou a menina na casa dos avós maternos; que não houve qualquer problema naquele dia; que Alexandre tinha conhecimento que a declarante estava naquela tarde com Isabella; que freqüentaram a piscina do prédio; que Isabella estava bem e nada de anormal aconteceu. (...) Que por volta das 18h45 Alexandre chegou do trabalho e por volta das 20h30 foram para a casa de sua sogra com os filhos e Isabella; que lá ficaram por volta das 22 horas e retornaram para casa (...) Que no sábado pela manhã, Alexandre saiu e ao retornar as crianças já estava trocadas; que a declarante pediu para que Alexandre descesse com as crianças para a quadra para jogar bola; que ali no elevador de serviço o zelador, o Sr. Zé Luís, tendo este entregue a correspondência e em seguida virou para Isabella, dizendo: "ah é essa que é só filha do Alexandre"; que a declarante achou estranho esse comentário do zelador Zé Luís ; que na sexta-feira estava com Isabella na piscina e ele se aproximou e indagou se aquela era filha do Alexandre, se referindo a Isabella (...) Que acha estranho que sempre quando estava nas dependências do edifício ou área de lazer do prédio, o Sr. Zé Luis estava sempre por perto. (...) Informa que as chaves do seu apartamento permaneceram na portaria somente enquanto seu apartamento estava em reforma e que após ter mudado para o prédio, as quatro chaves foram devolvidas (...) Zé Luís e Alexandre já tiveram algumas animosidades por conta de reformas e por conta da postura funcional do zelador... (...)(No sábado) Seu celular vibrou e então pôde verificar que tratava-se de 23h29 ou 23h30; que estavam à alguns minutos de sua casa (...) Alexandre resolveu levar primeiramente Isabella; que a declarante pediu para que arrumasse as camas dos meninos, que permaneceria aguardando no interior do veículo com os dois meninos; que Alexandre apanhou então Isabella no colo e subiu para o apartamento; que não sabe ao certo quanto tempo Alexandre demorou, acreditando que entre o mesmo subir e descer, 10 a 12 minutos; que, enquanto ali permaneceu, viu que adentrou na garagem uma camionete preta, ocupada por jovens, pois riam e falavam alto; que a camionete passou rapidamente pelo seu veículo e desceu para o subsolo. Que Alexandre, após o mencionado tempo, desceu; que Alexandre retornou normal, calmo e tranqüilo, apanhou Pietro no colo e a declarante com Cauã; que, no sexto andar, Alexandre foi à frente e a declarante viu o momento em que Alexandre colocou a chave na fechadura para abri-la; que tirou seu tamanco na cozinha, deixou a bolsa na mesa da sala e, em seguida, com o Cauã no colo, dirigiu-se ao quarto; que viu que um dos quartos estava com a luz acesa, não sabe se o de Isabella ou dos meninos; que percebeu que o quarto de Isabella estava com o abajur apagado; que Alexandre indagou onde estava a Isabella, pois o mesmo chegou a comentar com a declarante de que havia colocado Isabella na cama, com a luz acesa, acendeu o abajur e após sair desligou a luz do quarto de Isabella, e em seguida, dirigiu-se ao quarto dos meninos, apanhando o abajur dentro do quarto de Pietro, teria recolhido alguns carrinhos espalhados pela cama e guardando-os em uma caixinha que fica sobre a prateleira em cima da cama e por fim ajeitado a cama para colocar as duas crianças.  Que Alexandre ao ingressar no corredor notou as luzes de forma diferente da maneira que havia deixado, motivo que o fez perguntar por Isabella; que a declarante disse que ela deveria ter caído da cama; que ato contínuo da porta do quarto, sem adentrar, perceberam que Isabella não estava na cama; que imediatamente a declarante foi até o seu quarto, imaginando que a menina pudesse estar lá, quando constatou que a mesma não estava lá; que então disse que ela estava no quarto de Pietro; que dirigiram-se com as crianças para o quarto dos meninos e ambos viram um rasgo na tela de proteção da janela; que não se recorda se este quarto estava com a luz acesa; que Alexandre ao olhar para baixo, viu a menina caída; que a declarante presenciou uma manchinha de sangue na cama de Pietro.  Que a declarante começou a gritar, dizendo "pelo amor de Deus, cadê a Isabella"; que as crianças, assustadas, acordaram; que a declarante foi até a janela e também viu a Isabella caída lá embaixo; que Alexandre determinou que a declarante ligasse imediatamente para seu pai, enquanto foi acionar o elevador; que a declarante pediu que o pai de Alexandre viesse imediatamente e foi acionar o elevador, onde ambos desceram juntos com as crianças; que ao chegar lá embaixo e ao ver Isabella começou a gritar por socorro, que neste momento avistou o porteiro, o qual não sabe declinar o nome, disse que tinha ido ali "um minutinho". (...)Que Alexandre começou a gritar que ninguém entrasse e ninguém saísse do prédio, dizendo que havia um ladrão ali no prédio, dizendo ao porteiro se não tinha visto alguém adentrar ali; que, quando os policiais chegaram, de um batalhão próximo do edifício, Alexandre passou a gritar novamente que havia ladrões ali no prédio; que a menina permaneceu no local até a chegada do resgate; que a declarante afirma que não notou a falta de nenhum objeto ou valores na ocasião dos fatos, entretanto hoje ao retornar ao apartamento notou a falta de uma câmera digital, não sabendo precisar de fora roubada ou não.

15 de abril de 2008 | 02h22

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