Tijuca sai aos gritos de ''bicampeã'' e Mangueira surpreende com ''paradona''

A campeã de 2010 'apavorou' a Sapucaí com muita criatividade; bateria foi a alma da verde e rosa, que homenageou Nelson Cavaquinho

, O Estado de S.Paulo

08 Março 2011 | 00h00

A primeira noite de desfiles no Rio foi marcada por surpresas. Sob comando do carnavalesco Paulo Barros, a Unidos da Tijuca esbanjou criatividade em alegorias e fantasias no o enredo Esta Noite Levarei sua Alma. A escola trouxe uma comissão de frente pra lá de original. Vestidos de preto, seus integrantes simulavam perder a cabeça e as pernas em diferentes momentos. Ao se abaixarem com as mãos nas cabeças pintadas de branco, davam, pelo contraste com as roupas negras e imóveis, a impressão de que as tiravam do pescoço. Na verdade, estavam apenas inclinados para a frente. Eles ensaiaram secretamente desde dezembro e, até o início do desfile, mantiveram segredo. A escola, que também mostrou outras surpresas, como o carro do personagem Harry Potter reproduzindo um banquete em uma mesa suspensa, saiu da avenida aos gritos de "bicampeã".

A outra surpresa veio com a bateria da Mangueira, última a desfilar. Com o enredo homenageando Nelson Cavaquinho, seus ritmistas foram além da paradinha: fizeram uma "paradona" de 14 segundos. E, ousadia maior, até os puxadores pararam de cantar. Só se ouvia o samba na voz de componentes e arquibancada. A "paradona" encantou, mas as alas mais afastadas perderam o ritmo, atrapalhando a evolução. A Vila Isabel, penúltima a se apresentar, fez um desfile correto, com Gisele Bündchen e carros grandiosos, mas sem inovação para tratar do enredo sobre cabelos.

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