Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Tietê terá 3 diques para evitar cheia na Marginal

Obras terminarão até dezembro; capital ganhará mais 4 barreiras antienchente

Luciano Bottini Filho, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2013 | 22h38

SÃO PAULO - Três barreiras de contenção de enchentes serão construídas na Marginal do Tietê, zona norte de São Paulo, até o fim de dezembro. Um dique ficará na margem direita da Ponte da Vila Maria e dois na Ponte Aricanduva, um de cada lado, anunciou nesta quinta-feira, 12, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). As obras, chamadas de pôlderes, são formadas por muros, canais, bombas e áreas verdes para conter as águas em época de chuva.

Os pôlderes foram prometidos em dezembro do ano passado como medida antienchente do governo estadual. O prazo inicial era de que ficassem prontos até o mês de setembro.

Mais quatro pontos da capital terão diques: um na margem esquerda da Ponte da Vila Maria e outros três na Ponte da Vila Guilherme e Ponte do Limão, zona norte, e na Vila Itaim, zona leste. Ainda não há prazo para a conclusão desta etapa.

"O pôlder é uma mureta para o Rio Tietê não invadir (as pistas), porque a Marginal afunda debaixo da ponte", explicou Alckmin. "Com essa proteção, você dá garantia a mais para não parar a Marginal", afirmou o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni.

As novas instalações ampliam em cerca de 25% a capacidade de vazão máxima do rio, segundo o governo estadual. Cada um dos seis novos pôlderes na Marginal será equipado com três bombas. Na Ponte Aricanduva, a maior das estruturas, o pôlder da margem direita, terá 800 metros e um muro de 2 metros de altura. As obras já estão em andamento.

Acordo. Estado e Prefeitura assinaram um convênio para a construção do dique da Vila Itaim, que terá um complexo com 2,5 quilômetros de ciclovias e um parque dentro do programa estadual de preservação de várzeas do Tietê.

O projeto faz parte das compensações ambientais das obras da Nova Marginal Tietê, que ganhou novas pistas em 2010. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) fará a desapropriação de 22,7 hectares e as obras no valor de R$ 80 milhões. Os recursos vêm da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

As obras na Vila Itaim dependem da realocação pela Prefeitura de 280 famílias que estão em área de risco em um terreno que inunda com o transbordamento do Rio Tietê. Alckmin não deu prazo para a finalização do projeto, mas disse que espera a contenção das chuvas após pelo menos um ano e meio.

Um investimento semelhante foi feito em 2010 na região do Jardim Romano que, assim como a Vila Itaim, foi alvo de grandes enchentes em 2009 e ficou dois meses alagado. A estrutura funciona no Jardim Romano desde 2011.

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