Teteia, a hipopótamo matriarca do zoo, morre aos 53 anos

Animal superou em quase uma década a vida média desses animais em cativeiro; ela chegou da Argentina em 1964

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

O Zoológico de São Paulo está de luto. A hipopótamo fêmea Teteia, de 53 anos, morreu na manhã de ontem em seu cativeiro. Havia cinco semanas que ela apresentava um quadro clínico grave. Com idade avançada, também tinha uma severa artrose. Mas ela superou a vida média registrada por hipopótamos de cativeiro, que tendem a morrer com aproximadamente 45 anos.

Teteia era considerada a matriarca do zoo, que foi inaugurado em março de 1958. Ela chegou ao parque seis anos depois, em 1964, vinda de Córdoba, na Argentina. Entre os "megavertebrados" do zoo (elefantes, rinocerontes, girafas e hipopótamos), ela era a mais antiga habitante do local.

Segundo o Zoológico de São Paulo, na última segunda-feira foram realizados diversos exames que constataram o estado de debilidade de Teteia. Ela já não respondia a medicações e sua qualidade de vida diminuía a cada hora.

"Especial". "Com mais de 40 anos de formado em Medicina Veterinária, já presenciei a morte de animais queridos. Não podia imaginar o nível de emoção que me tomaria ao ter de participar da decisão da eutanásia da Teteia. Ela era especial", disse o diretor presidente da instituição, Paulo Magalhães Bressan.

Segundo o Zoológico, nos últimos meses ela recebia atenção especial dos veterinários e biólogos com acompanhamento geriátrico, reforço de vitaminas na alimentação e protetores de articulação. Ela era uma das principais atrações do passeio noturno.

Durante sua vida, teve dez filhotes, entre eles um casal de gêmeos. Sua filhota caçula, a Sininho Colônia, dividia a moradia com ela e permanecerá no mesmo lugar, para alegria da criançada que visita o zoo no passeio noturno. O neto de Teteia, Pororó, vive no Zoo Safari, ao lado do Zoológico, na Água Funda, zona sul de São Paulo. Outros filhotes estão espalhados pelo Brasil, nos zoológicos de Americana, Leme e São José do Rio Preto, no interior paulista, e de Brasília e Goiânia.

Orgânico. O corpo da hipopótamo será transformado em adubo por meio de compostagem, que será feita na Unidade de Produção de Composto Orgânico. A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como folhas, restos de comida, em um material semelhante ao solo.

O resultado do processo pode ser utilizado como adubo. O composto orgânico que será feito de Teteia será usado na fazenda do zoológico e nas áreas de jardinagem do parque.

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