Testemunhas de acusação depõem sobre o Caso Isabella

A mãe da menina, Ana Carolina Cunha de Oliveira, deverá ser uma das pessoas a comparecer no TJ

da Redação, estadao.com.br

17 de junho de 2008 | 10h51

Começam a ser ouvidas, nesta terça-feira, 17, as testemunhas de acusação do caso Isabella Nardoni. Estão previstos para a tarde dez depoimentos. Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella, é uma das testemunhas. Os acusados da morte da menina de 5 anos são o pai e a madrasta, que acompanharão os depoimentos.  VEJA TAMBÉMPai de Isabella culpa governo por repercussão do crimeImagens da prisão do casal  Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella  Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus de Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá. Os dois, respectivamente pai e madrasta de Isabella Nardoni, são acusados de assassiná-la, no dia 29 de março. O recurso foi apreciado pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. A defesa do casal, preso desde 7 de maio, argumentava que não há motivos para mantê-los encarcerados. A liminar já foi negada pelo TJ e outro recurso semelhante foi rejeitado pelo Superior Tribunal de Justiça.  Repetindo o já esperado voto contrário à libertação do casal, o desembargador Caio Canguçu de Almeida, que já havia votado contra decisão em liminar sobre a libertação do casal, se posicionou novamente contra a soltura dos Nardoni. Ele era o relator do pedido de habeas corpus do casal, cujo mérito foi apreciado na semana passada. Outros dois desembargadores também foram contrários: Luís Soares de Mello Neto (segundo juiz) e Euvaldo Chaib Filho (terceiro juiz).  O principal advogado de defesa do casal, Marco Polo Levorin, esperava reverter no Tribunal de Justiça a manutenção da prisão de seus clientes, principalmente depois que foram divulgadas informações sobre o suposto envolvimento do tenente Fernando Neves Braz em um esquema de pedofilia. A tese reforçam a visão da defesa do casal de que as investigações deveriam ter sido intensificadas em relação a todos as pessoas que estiveram no Edifício London na noite em que a menina Isabella Nardoni, de 5 anos, foi jogada do 6º andar. Levorin põe em xeque o trabalho das investigações realizados pela polícia porque Braz, que se suicidou, foi o responsável pela varredura no prédio, após a comunicação do crime.

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