Andre Lessa/AE
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Testemunha diz que Lindemberg assumiu ter matado Eloá Pimentel

'Matei, matei', segundo policial do Gate, foram essas as palavras de Lindemberg

estadão.com.br,

15 de fevereiro de 2012 | 12h58

SÃO PAULO - "Matei, matei". Segundo a testemunha Paulo Sérgio Schiavo, foram essas as palavras que Lindemberg Alves, 25, acusado de matar Eloá Pimentel, disse após a invasão do apartamento em que mantinha a ex-namorada e a melhor amiga dela, Nayara Rodrigues, como refém.

Schiavo, policial do Gate, detonou a bomba no início do processo de invasão do cárcere pela polícia no dia 17 de outubro de 2008, depois de quase 100 horas de negociações.

De acordo com o policial, houve um disparo dentro do cárcere. Com isso, ele detonou a bomba para a invasão do apartamento. Segundo Schiavo, somente depois aconteceram mais disparos - ele próprio chegou a ver o réu disparar duas vezes a arma.

As informações são da Rede Record.

Previsto para ter duração de três dias - com início na última segunda até hoje - o julgamento já teve algumas tônicas.

Segundo dia. Ontem, o depoimento do negociador do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), capitão Adriano Giovanini, causou um choque de versões. Mais de três anos após a morte de Eloá, no ABC, ele continua a afirmar que um disparo no apartamento motivou sua invasão pela Polícia Militar. Sua versão diverge do que relatou a única testemunha ocular, a estudante Nayara Rodrigues da Silva, que alegou que Lindemberg só atirou após ação do Gate.

Na parte da manhã, os depoimentos que mais chamaram a atenção foram os dos irmãos da vítima: testemunharam o caçula, Everton Douglas Pimentel e Ronickson Pimentel dos Santos. Em ambos os relatos, os garotos ressaltaram a agressividade e o desequilíbrio de Lindemberg em querer a posse de Eloá. 'Uma pessoa dessas não pode ser considerada ser humano. Podem dizer que era trabalhador, não importa. Ele não é digno de estar na sociedade'.

Primeiro dia. Na segunda-feira, a principal testemunha foi a de Nayara, amiga de Eloá. Emocionada ao relembrar da tragédia e mesmo confrontada pela advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, ela garantiu que Lindemberg planejou o crime. Eloá 'não sairia de lá viva', segundo disse.

Foram ouvidos também os dois amigos de Eloá mantidos como reféns - Victor Lopes e Iago Vilela de Oliveira, ambos de 18 anos. Os dois confirmaram que Lindemberg tinha intenção de matar Eloá desde o início e relataram que foram agredidos pelo réu. Iago prestou depoimento na frente do acusado e afirmou que ele se 'gabava do poder' que adquiriu ao invadir o apartamento, no ABC paulista.

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