Testemunha de operação contra milícia é morta em Duque de Caxias(RJ)

Alex do Carmo era peça-chave nas investigações; outras três testemunhas já foram mortas

estadão.com.br,

20 de janeiro de 2012 | 04h15

SÃO PAULO - A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense irá investigar a morte de Alex José do Carmo, a quarta testemunha da "Operação Capa Preta" assassinada. Alex estava em um Astra preto e foi morto, com pelo menos 10 tiros, no início da noite de quinta-feira, 19, na Rua Urbano Duarte, no Parque Fluminense, em Duque de Caxias. A vítima era considerada pela polícia como peça-chave do processo decorrente da operação, que, em dezembro de 2001, desarticulou uma quadrilha acusada de atuar como milícia e grupo de extermínio em Duque de Caxias.

 

Alex José deu detalhes do modo de atuação da quadrilha, formada por 13 PMs, quatro ex-PMs, um policial civil, um sargento do Exército, um sargento da Marinha e um ex-fuzileiro naval. No grupo também estavam os então vereadores de Duque de Caxias, Jonas Gonçalves da Silva, conhecido como "Jonas é Nós", soldado reformado da PM, e Sebastião Ferreira da Silva, o "Chiquinho Grandão". O Ministério Público Estadual chegou a afirmar que os envolvidos cobravam valores para realizar a "segurança" em alguns bairros e viabilizar o fornecimento clandestino de gás, internet e TV a cabo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.