Terror e violência podem disparar a reação das tropas

Os quase 60 mil homens e mulheres do dispositivo de segurança da Copa do Mundo de 2014 estarão fora das ruas e avenidas, evitando assim a imagem de uma operação militarizada, como quer a presidente da República, Dilma Rousseff. Mas, como determina a boa técnica, vão estar logo atrás, depois da polícia, no segundo círculo de defesa, cobertos por drones - os aviões de controle a distância -, helicópteros artilhados e caças de dois tipos diferentes.

CENÁRIO: Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2014 | 02h01

O apoio poderá vir do mar, embarcado em fragatas, navios-patrulha e lanchas rápidas. E, claro, por meio do enorme contingente do Exército, inclusos esquadrões de forças especiais e paraquedistas. Atiradores de precisão, "snipers" de alto desempenho, não serão vistos em posição de disparo: todavia, estarão lá, no alto dos prédios, acompanhando o deslocamento das delegações e dos chefes de Estado que vierem acompanhar o torneio. O aparato contempla o risco de atentados de grande porte, ações do comando do terror internacional, que vê o evento como oportunidade de agressão.

A outra e mais sensível possibilidade de emprego do portentoso conjunto de meios da Defesa e da Segurança Pública é a contenção de manifestações violentas ou destinadas a bloquear o acesso, por exemplo, aos estádios.

O tópico está no subtexto da agenda e das cartilhas de orientação, mas é o tema mais frequente nos ensaios e simulações. Cada centro regional de comando, comunicações e controle (mais inteligência, em determinadas posições) será chefiado por um general, um líder da segurança local e um agente ligado ao Ministério da Justiça. O grupo terá a incumbência de avaliar o grau de risco e o tamanho da resposta adequada.

Um oficial ouvido ontem pelo Estado disse que a tropa só entrará se a situação fugir ao controle e houver risco para as pessoas. É vago. Serão suficientes os rostos cobertos, martelos à vista, uso de rojões e granadas incendiárias.

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