Terra desliza de muro da pista do Aeroporto de Congonhas

Deslizamento não altera funcionamento do terminal, pois afeta a cabeceira da pista que está interditada

Pedro Henrique França, da Agência Estado,

23 de julho de 2007 | 18h13

No início da noite desta segunda-feira, 23, começou a deslizar terra do muro de contenção da pista do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo a TV Bandeirantes, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi enviada ao local, para avaliar as condições do muro.   A Defesa Civil do município interditou o trânsito na Washington Luiz. Segundo o coronel Paca, que coordena a Defesa Civil do Município, ainda podem acontecer novos deslizamentos na região. "Vamos enviar uma equipe de técnicos para cobrir a região e conter o deslizamento no local", disse. Segundo Paca, que estava falando ao vivo com o prefeito Gilberto Kassab, durante entrevista à TV Bandeirantes, não é necessária a interdição do aeroporto, pois é na área da pista já interditada. O deslizamento de terra não altera o funcionamento do terminal. Segundo a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Congonhas continua operando normalmente pela pista auxiliar.Técnicos da Infraero estão no local para avaliar a situação.  Segundo a estatal, a canaleta que escoa a água está quebrada desde o dia do acidente com o Airbus A-320 da TAM e, com a chuva que caiu durante quase toda esta segunda-feira, o acumulado está jorrando, o que faz com que haja esse deslizamento de terra. Enquanto a pista auxiliar funciona sem interrupção por conta disso, as operações na pista principal continuam suspensas desde o acidente com o Airbus A-320 da companhia TAM. Não há definição de quando ela será liberada para pousos e decolagens. O coronel Jair Paca de Lima, coordenador da Defesa Civil, está no local e conversou ao vivo na TV Bandeirantes com o prefeito Gilberto Kassab confirmando que o deslizamento envolve a cabeceira da pista principal, que já está interditada.  Segundo o coronel, a área onde houve o deslizamento deve ser interditada porque ainda há risco. Deve ser feita ainda uma contenção com lonas no local.  Perigo de desmoronamento O Airbus  320 da TAM, que provocou a maior tragédia dá história da aviação brasileira, quebrou a canaleta de drenagem de água, que escoava toda a água que começou a entrar no barranco. A Infraero afirmou nesta tarde que não consertou a canaleta porque a área está sob perícia e não pode ser mexida.  Nesta segunda, a Infraero conseguiu uma autorização da Polícia Federal para consertar a canaleta e evitar o desmoronamento do muro. Texto atualizado às 19h49

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