Termina sequestro de menina de 6 anos

Depois de três dias de cativeiro, vítima bateu na porta de vizinha e disse estar perdida. Polícia crê em rapto por conhecidos

Felipe Oda, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2010 | 00h00

JORNAL DA TARDE

A polícia trabalha com duas possibilidades para o desaparecimento de três dias de Karina Bezerra Soares, de 6 anos, encontrada anteontem: rapto ou sequestro por alguém conhecido da família. A menina sumiu na sexta-feira no Jardim Sinhá, zona leste de São Paulo, e foi achada perto de casa. Ninguém foi preso.

Por volta das 20h de domingo, a PM recebeu a ligação de uma mulher que afirmava estar com a menina. "Ela reconheceu a Karina pelos cartazes divulgados", afirma o primeiro tenente Fernando Santos Camilo, do 19.º Batalhão de PM. "Foi a Karina que bateu na casa dela dizendo que estava perdida."

No dia em que Karina foi encontrada, parentes e vizinhos organizaram uma manifestação em Sapopemba. Depois da manifestação, os sequestradores ligaram para o pai de Karina, o eletricista Ricardo Brás da Silva Soares, de 36 anos. "Os sequestradores colocaram a menina para falar no telefone", diz o tenente. "A Karina disse que estava em um "barraco e perto de casa"."

A PM começou a vasculhar a região e, meia hora depois, a vítima apareceu na Rua Borges de Medeiros, próximo da Favela do Primavera. Karina foi levada para o Instituto Médico-Legal (IML), que constatou que ela não foi agredida.

O caso intriga a polícia, pois o pedido de resgate só foi feito dois dias após o sumiço. "Segundo Karina, o casal que a sequestrou a chamou pelo nome quando a convidou para entrar no carro", diz Camilo. Outro indício é o pedido de resgate de R$ 5 mil, considerado baixo para o tipo de crime.

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