AUGUSTO DE PAIVA/CORREIO POPULAR
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Termina a rebelião na penitenciária de Hortolândia (SP)

Agentes foram feitos reféns por mais de 20 horas pelos presos, mas acabaram liberados sem ferimentos

Rene Moreira, Especial para O Estado

12 Julho 2016 | 18h19

Terminou na tarde desta terça-feira, 12, a rebelião na Penitenciária Odete Leite de Campos Critter, em Hortolândia (SP). Os dois agentes penitenciários que ainda estavam em poder dos presos foram liberados sem ferimentos na tarde desta terça, assim como o outro que também era refém e que foi solto horas antes.

A rebelião começou por volta das 17h desta segunda, 11, e demorou mais de 20 horas para ter um desfecho, após negociação. Os detentos reclamavam, entre outras coisas, da superlotação no local. Também reivindicavam que fosse trocada a direção da unidade. A penitenciária não informou se as reivindicações serão atendidas. 

A penitenciária tem capacidade para 855 presos e abriga hoje 1.897 - 121% a mais. Familiares se aglomeraram do lado de fora do complexo prisional e chegaram a atear fogo a pneus. Depois, eles formaram uma comissão, com a participação de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para obter informações sobre o desenrolar da situação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, José Rinaldo Machado, funcionários não ficaram feridos. "Também não houve problema com nenhum preso", falou.

 

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