Teresópolis não aciona 6 alarmes antitragédia

O temporal da sexta-feira causou a morte de cinco pessoas e deixou 24 feridos e 994 desabrigados

ALFREDO JUNQUEIRA, HELOISA ARUTH STURM, RIO, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2012 | 03h01

A prefeitura de Teresópolis confirmou ontem que seis das 20 sirenes do sistema de alerta sonoro não foram acionadas durante o temporal de sexta-feira passada. Segundo a Assessoria de Imprensa do município da região serrana do Rio, as sirenes de Granja Florestal, Caleme, Fischer e Porta Vento não teriam sido acionadas porque nessas regiões a quantidade de chuva não alcançou o nível considerado de atenção.

Moradores ouvidos pelo Estado na Quinta Lebrão, um dos bairros atingidos e onde foi registrada uma morte, afirmaram que as sirenes também não soaram. O secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil de Teresópolis, coronel Roberto Silva, faria reunião na noite de ontem com técnicos responsáveis pelo sistema para averiguar se houve falhas.

Vítimas da enchente ainda ontem sofriam com a dificuldade de acesso a itens básicos. Anteontem, a prefeitura havia iniciado a distribuição de cerca de 200 kits com colchonete, cobertor, água e leite em Ilha do Caxangá e Vargem Grande. Apesar do reforço de 600 cestas básicas enviado pelo governo federal, a ajuda não havia chegado a todas as regiões.

No bairro Quinta Lebrão, moradores aguardavam pela entrega de colchões e cestas básicas. "Tem gente que está tendo de dormir na laje", disse Marcos Cardoso, ex-presidente da associação de moradores. Segundo ele, dos quase 600 colchonetes necessários, foram entregues até o momento pouco mais de cem e nenhuma cesta básica.

O temporal da sexta-feira causou a morte de cinco pessoas e deixou 24 feridos e 994 desabrigados. Até o momento, 160 casas permanecem interditadas. Trinta pontos de apoio e sete abrigos provisórios estão em funcionamento desde sábado.

Moradia. O vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) explicou que pretende adotar em Teresópolis e outras cidades da região serrana sistema de compra assistida de residências similar ao que ocorreu em favelas reurbanizadas no Programa de Aceleração do Crescimento.

"O governador (Sérgio Cabral) nos autorizou a adotar esse sistema, que é muito mais rápido. Precisamos ajudar essas pessoas a saírem logo desses locais de risco", disse Pezão. Apesar da dificuldade de achar terreno para construir casas paras as vítimas, o vice-governador reafirmou que pretende erguer três ou quatro bairros modelos na região.

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