Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

‘Teremos de atuar no controle da demanda de água’, diz Benedito Braga

Futuro secretário de Recursos Hídricos de Alckmin é primeiro representante do governo do Estado a afirmar que é preciso controlar a demanda de água

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 21h30

Primeiro representante do governo do Estado a afirmar que é preciso controlar a demanda de água - e não apenas garantir a oferta, como o Estado vem fazendo -, o engenheiro civil Benedito Braga, de 64 anos, falou a jornalistas ontem, depois de ser apresentado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) como “um dos melhores nomes” para o cargo. Em sua primeira fala, entretanto, evitou associar o “controle de demanda” com multas para quem não economizar.


Confira os principais trechos da entrevista:

Medidas urgentes

“A curto prazo, vou voltar a dizer o que já tenho dito: há a necessidade de que todos se conscientizem da dificuldade que estamos enfrentando momentaneamente e contribuam para que atuemos no controle da demanda porque, a curtíssimo prazo, não há como aumentar a oferta (de água) de forma significativa.”

Controle da demanda

“Continuo com a minha perspectiva de que nós temos de trabalhar instrumentos econômicos (para conter a demanda por água). O governador já relatou aqui o bônus, que é um instrumento econômico no sentido positivo. Nós precisamos estudar agora o instrumento econômico no sentido de coibir o uso excessivo. Não é multa. Precisamos discutir qual é o melhor instrumento econômico. Se é uma tarifa diferenciada, como é que isso vai ser.”

Avaliação de como a crise hídrica foi tratada até aqui

“As medidas tomadas até agora foram na direção certa, de um incentivo econômico, a companhia de saneamento trabalhou bem, no sentido de que realizou operações de transferência de água entre sistemas, fez campanhas de conscientização da população. Nós estamos vivendo uma situação climática inusitada. A questão é como vamos agora enfrentar isso para futuro." 

Novas medidas

"São Paulo tem um plano, chamado Plano da Macrometrópole, muito bem feito. Com alternativas de curto, médio e longo prazo, envolvendo não só obras, mas também o controle da demanda. Não sou eu que vou, a partir de 1.º de janeiro, inventar alguma coisa nova. Já vem sendo estudado há muito tempo. O governador já mencionou: transferência da água do afluente do Paraíba do Sul para o Atibainha, o São Lourencinho. Temos alternativas de mais longo prazo, como, por exemplo, transferências de bacias mais distantes, do Paranapanema, do Juquiá, que vão garantir a oferta em 2050." 

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