Terceiro assassinato de mulher por parceiro é registrado em SP em dois dias

Um delegado matou a mulher e cometeu suicídio no domingo; nesta segunda, um PM se entregou após matar a ex-mulher e outro homem foi denunciado pelo pai por estrangular a namorada

Bibiana Borba, O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2017 | 01h02

SÃO PAULO - Ao menos três mulheres foram mortas por parceiros ou ex-parceiros na capital paulista entre a madrugada de domingo e o final da tarde desta segunda-feira, 21. Os feminicídios foram registrados pelos órgãos de segurança em um intervalo de apenas 36 horas.

Zona Sul. O caso mais recente aconteceu no Jardim Ângela, na zona Sul de São Paulo. Por volta das 16h30 desta segunda, um homem abordou uma viatura da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para informar que o filho dele havia estrangulado a namorada. Os guardas confirmaram a morte da jovem na casa da família, na Rua José Alves da Silva, segundo a Polícia Militar. O criminoso foi preso e encaminhado ao 47º Distrito Policial (DP).

Centro. Mais cedo, por volta das 14 horas, uma mulher morta com um tiro na cabeça foi encontrada na Avenida do Estado, próximo à Cruzeiro do Sul, no Bom Retiro, na região central da cidade. O autor do crime, que é policial militar, se entregou cerca de duas horas depois na delegacia do 12º DP e admitiu ter atirado e matado a ex-mulher. Os nomes das vítimas e dos criminosos nesses dois casos não foram revelados pela polícia até o momento.

Zona Oeste. No final da madrugada de domingo, um delegado da Polícia Civil matou a mulher com um tiro na cabeça em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. A vítima foi a juíza Cláudia Zerati, de 46 anos, que atuava na Justiça do Trabalho de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. O marido, Cristian Sant'ana Lanfredi, de 42, se matou após cometer o crime.

A Polícia Civil informou que Lanfredi havia se licenciado da instituição para exercer cargo comissionado no Legislativo. A família afirma que o afastamento da função de delegado foi motivado por uma depressão profunda. A investigação ficará a cargo do 23º DP.

Com os três novos casos, o total de feminícidios no Estado de São Paulo chega a 57 desde o início de 2017. Doze das mulheres que foram vítimas dos assassinatos moravam na capital paulista. O número é quase 15% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

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