Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Terceira cota do volume morto deve ser usada no inverno, diz Alckmin

Seca deve se agravar no período mais frio do ano; serviços de meteorologia preveem índice de chuva menor que a média histórica

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 19h46

SOROCABA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 5, que a terceira cota do volume morto do Sistema Cantareira não será usada agora. "Nós não pretendemos utilizá-la. É uma reserva importante para o período de inverno", disse, durante a inauguração de uma unidade do Corpo de Bombeiros, em Hortolândia, região de Campinas. Serviços de meteorologia preveem que o inverno, que se inicia em 21 de junho, poderá ter índices menores de chuva do que a média histórica.

Em 2014, o inverno foi excepcionalmente seco e agravou a crise hídrica, levando o governo a usar a primeira cota do volume morto - a água que fica abaixo do sistema de bombeamento. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já utiliza a segunda cota para manter o abastecimento de 5,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo.


Durante a viagem para o interior - ele esteve também em Iracemápolis, na mesma região -, Alckmin pediu informações a assessores sobre o efeito das precipitações no Sistema Cantareira. Chovia forte na região e, em Campinas, foram registrados alagamentos. As chuvas têm ajudado a manter estável e até elevar o nível das represas, que operavam com 5,2% da capacidade.

O governador voltou a afirmar que não está decidido o racionamento de água em São Paulo. "Não existe previsão de rodízio. Nossa prioridade agora são obras", afirmou. Segundo ele, no momento o governo se concentra em obras que vão ajudar a superar a crise. Será iniciada nos próximos dias a interligação do Sistema Rio Grande, com a Represa de Taiaçupeba. A transferência de 2 metros cúbicos por segundo, na primeira etapa, será feita por bombeamento e vai reforçar o Sistema Alto Tietê, que abastece a região leste da capital e parte da Grande São Paulo. As obras devem terminar em maio.

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