Tentativa de assalto acaba com um morto na Vila Olímpia

Marido da idosa que teve relógio e celular roubados teria atirado três vezes contra o criminoso; assalto ocorreu em concessionária

Fábio Rossini e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

24 Julho 2014 | 12h18

Atualizado às 21h36

SÃO PAULO - Um homem de 30 anos morreu baleado na manhã desta quinta-feira, 24, após tentar assaltar uma mulher que entrava na oficina de uma concessionária da BMW no número 421 da Rua Gomes de Carvalho, na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista. 

Segundo a polícia, o criminoso seguiu o carro em que se encontrava a mulher, de 53 anos, entrou na concessionária e anunciou o assalto. Após a mulher entregar um relógio, um celular e R$ 450, o marido dela, de outro carro, disparou ao menos três vezes na direção do bandido. Ele estava foragido até a noite desta quinta-feira.

As balas acertaram a cabeça, o tórax e o pescoço do assaltante, que morreu na hora. A mulher estava em um veículo BMW 320i na concessionária e o marido, em um BMW X1, já estacionado em frente à empresa, de acordo com a polícia.

Relógio de luxo. Anderson da Silva Paulo Cardoso teria perseguido a vítima para roubar um relógio de luxo da marca Breitling - alguns modelos custam mais de R$ 30 mil. A mulher, ao descer do carro, foi abordada pelo rapaz armado com um revólver, que ainda estava sobre a motocicleta e de capacete. Cardoso já era procurado pela polícia por roubo de relógio.

A mulher, que chegou a desmaiar com o susto, foi encaminhada ao pronto-socorro do Hospital São Luiz sem ferimentos mas “muito abalada”, de acordo com a polícia. A delegada Maria Cecília Dias, que responde temporariamente pelo 96.º DP, disse que a vítima não estava em condições de comentar o episódio durante a tarde.

Desaparecido. Um amigo da família que esteve nesta quinta-feira na delegacia confirmou que o marido da vítima desapareceu após o episódio. “Estou mais preocupado com a situação dele (do marido) do que aqui (ao registrar o boletim de ocorrência da delegacia)”, disse. O advogado da família, que acompanha o caso, não quis se pronunciar. A mulher dele tentou contato durante a tarde, sem sucesso. Até as 20h, o arquiteto não havia se apresentado à polícia e nem havia dado sinal à mulher.

Um rapaz que trabalha em uma casa de massagem do outro lado da rua afirmou que, após ter ouvido o primeiro disparo, saiu na calçada e avistou um homem dando outro tiro no corpo do bandido, já no chão e depois saindo do local a pé. 

Dois seguranças desarmados trabalhavam na área externa da concessionária e afirmaram não ter visto a ação. Segundo o diretor da unidade, eles costumam monitorar uma saída lateral da empresa com maior frequência, por ter grande circulação de clientes.

“Foi a primeira vez que vi um negócio assim”, relatou o segurança Givanildo Ribeiro, que trabalha há quatro anos no local. O diretor do estabelecimento disse que estava em seu escritório e apenas ouviu os disparos. A loja ficou interditada durante toda a manhã. O corpo do assaltante, coberto ao lado da motocicleta, permaneceu na entrada do corredor de serviço por pelo menos três horas. Junto ao corpo, também foram vistos celular, mochila, luvas e um pacote contendo um lençol.

O caso está sendo investigado pelo 96.º DP (Cidade Monções), que já pediu as imagens das câmeras de segurança da concessionária. / COLABORARAM MÔNICA REOLOM e FABIO ROSSINI, ESPECIAL PARA O ESTADO

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