Temporal no Rio deixa quatro mortos

Também houve feridos e um adolescente sumiu em consequência da chuva de terça-feira à noite, que alagou ruas e fechou metrô

HELOISA ARUTH STURM / RIO, O Estado de S.Paulo

07 Março 2013 | 02h10

Ao menos quatro pessoas morreram e uma está desaparecida por causa do temporal que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro anteontem à noite. Até as obras do Estádio do Maracanã, na zona norte da cidade, foram afetadas: a área onde ficará o gramado foi totalmente alagada, grandes poças se formaram na cobertura de lona que está sendo instalada e uma visita para fiscalizar as obras teve de ser adiada (leia texto ao lado).

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, uma das estações pluviométricas da cidade registrou 86,2 mm de chuva em apenas uma hora, o equivalente a 72% da média mensal para o mês de março.

A comerciante Raimunda Neves da Silva, de 58 anos, e a polonesa Rosa Magdalina, de 32, morreram eletrocutadas após receberem descargas elétricas de postes no Largo do Machado e na Rua do Catete, na zona sul. Em Jacarepaguá, na zona oeste, o vigia José Rodrigues das Neves, de 48 anos, morreu após ser atingido por uma árvore. João Maia, de 63 anos, morreu em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, atingido por um muro.

A chuva também deixou feridos, entre eles um casal de idosos atingido por uma marquise na Tijuca (zona norte). O casal foi levado para o Hospital Souza Aguiar e passa bem. Também na zona norte, em Cordovil, um adolescente de 15 anos está desaparecido após cair em um valão. O Corpo de Bombeiros procura o rapaz desde anteontem.

O temporal ainda interrompeu o fornecimento de energia elétrica em 12 bairros da capital. Faltou luz também em pontos de sete municípios vizinhos. Três estações de metrô precisaram ser fechadas por segurança porque a água avançou sobre os trilhos. A circulação de trens suburbanos também foi interrompida durante mais de uma hora.

Ontem, o teleférico do Complexo do Alemão, na zona norte, permaneceu fechado durante todo o dia. De acordo com a concessionária Supervia, a medida foi tomada por segurança, para inspeção no sistema operacional após intensas descargas elétricas recebidas durante o temporal. O Aeroporto Santos Dumont ficou fechado por 40 minutos na noite de terça-feira.

Em 24 comunidades das zonas norte e oeste foram acionadas sirenes preventivas para alertar os moradores sobre riscos de deslizamentos.

A chuva e o vento também espalharam muito lixo pela cidade. Entre a zona sul e o centro havia muitos carros abandonados pelos motoristas, em filas duplas. O Aterro do Flamengo, principal ligação entre a zona sul e o centro, foi interditado por causa dos pontos de alagamento. / COLABORARAM TIAGO ROGERO e FÁBIO GRELLET

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