Temporal deixa bairros do Rio sem luz por 48h

Cidades fluminenses também foram atingidas pelo apagão; na Tijuca, comerciantes ameaçam processar Light, que vai aumentar investimentos

Talita Figueiredo, do Rio, Leonardo Godoy, de Brasília, O Estadao de S.Paulo

17 Março 2010 | 00h00

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio no domingo provocou cortes de energia em diversos municípios. Trechos de bairros da zona norte da capital permaneciam sem luz até a tarde de ontem. Segundo a Light, na Tijuca, uma câmara subterrânea foi inundada.

No bairro, um shopping center ficou fechado durante toda a segunda-feira e a manhã de ontem. Segundo a Associação Comercial da Tijuca, os prejuízos ultrapassam R$ 500 mil e os comerciantes estudam entrar na Justiça contra a Light.

Até a noite de ontem, a empresa ainda trabalhava para restabelecer o fornecimento de energia em trechos de ruas de bairros como Ilha do Governador e Piedade, na zona norte, e Urca, na zona sul. A falta de energia paralisou ainda 31 elevatórias da Companhia Estadual de Águas e Esgoto, obrigando moradores a economizar água. O abastecimento foi afetado em vários bairros e deve ser normalizado hoje.

Na noite de segunda-feira, uma das pistas da Rodovia Niterói-Manilha foi parcialmente interditada durante manifestação de moradores de São Gonçalo, na região metropolitana, contra a falta de luz. Funcionários da Ampla, empresa de energia que atua na região, trabalharam ontem para normalizar a situação.

Investimentos. A Light vai elevar em cerca de 20% os investimentos em manutenção neste ano, para tentar, entre outras medidas, coibir o roubo de cabos de cobre em sua rede subterrânea. Segundo o presidente da empresa, Jerson Kelman, o furto de cabos "é parte do problema" que tem causado apagões na cidade do Rio.

Segundo ele, a Light vai instalar trancas nos bueiros para barrar acesso às galerias e impedir o roubo de cabos.

Além disso, afirmou, as boias instaladas nessas redes, que controlam a entrada de água, hoje feitas de cobre - metal com alta cotação no mercado paralelo -, serão substituídas por boias de fibra de vidro.

Kelman participou de reunião ontem com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner. Eles cobraram providências da Light e da Ampla contra os apagões no Rio.

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