Temporal alaga vias, para trens e fecha Congonhas por 1h

Queda de árvores causaram falta de luz e ajudaram a piorar situação do trânsito; zona leste foi a mais atingida

CAIO DO VALLE, NATALY COSTA, TIAGO DANTAS , O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2013 | 02h09

A cidade de São Paulo sofreu ontem, mais uma vez, as consequências de um temporal. Ruas ficaram alagadas, trens pararam de circular, telhados voaram e o Aeroporto de Congonhas, na zona sul, ficou cerca de uma hora fechado. Dezenas de árvores caíram, algumas sobre fios, o que provocou queda de energia em alguns bairros. Às 19h, o motorista enfrentava 173 km de congestionamentos.

A zona leste foi uma das mais afetadas pela chuva. Na Mooca, a cobertura de parte da arquibancada do estádio do Juventus foi parar na Rua dos Trilhos. Do outro lado da via, o vento derrubou o telhado de um supermercado. Ninguém ficou ferido. Na Vila Prudente, a água cobriu parcialmente carros que tentavam passar pela Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, perto da Rua Amparo.

As rajadas de vento atingiram 65 km/h na região de Congonhas por volta das 16h30. O aeroporto ficou fechado entre as 16h15 e as 17h e das 17h05 às 17h21. Nesse período, voos retornavam para as cidades de origem ou foram desviados para Viracopos, em Campinas. Por volta das 18h, o motorista Alexandre Block, de 45 anos, aguardava três clientes, que vinham de Campo Grande, Rio e Vitória. "Dois foram para Campinas e um voltou pro Rio. Vai ter cliente meu vindo para cá de ônibus."

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou ao menos 41 quedas de árvores na cidade. Uma delas bloqueou quatro faixas do corredor Norte/Sul, por volta das 19h, na altura do Viaduto Jaceguai. Para piorar o trânsito, 159 semáforos tiveram defeito no início da noite.

Passageiros da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentaram caos pela segunda vez em menos de uma semana. As estações no trecho entre Grajaú, zona sul, e Pinheiros, zona oeste, chegaram a ser fechadas pelos funcionários para impedir a entrada de mais pessoas enquanto os trens não circulavam.

Segundo a empresa, por volta das 17h houve "um problema no sistema de alimentação elétrica dos trens" na área de Jurubatuba, na zona sul. A situação começou a ser normalizada às 18h. Mas entre Jurubatuba e Interlagos, as composições trafegavam em só uma via até as 19h. "Precisei recorrer ao ônibus para voltar para casa", disse a caixa Ana Carolina Souza, de 24 anos.

A CPTM havia informado que ônibus foram colocados à disposição da população para percorrer o mesmo trajeto da Linha 9 sem pagar nada, mas Ana Carolina afirmou não ter visto nenhum. Na quinta-feira passada, a Estação Pinheiros, na mesma linha, teve problemas na passarela de transferência entre a CPTM e a Linha 4-Amarela de metrô. Ao menos 11 pessoas passaram mal - três precisaram de atendimento médico.

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