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Tempo seco faz crescer espuma de Pirapora

Fenômeno formado por esgoto doméstico e resíduos industriais volta a aumentar no Tietê

Eduardo Reina e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2010 | 00h00

O tempo seco fez aumentar um fenômeno que desde 1983 atinge a cidade de Pirapora do Bom Jesus, a 54 quilômetros da capital: a formação da espuma no Rio Tietê. Composta por esgotos domésticos e resíduos industriais, ela se forma quando a água do rio chega à barragem de Pirapora e cai de uma altura de 25 metros.

 

O problema teve início há 27 anos, quando o governo do Estado determinou que fosse suspenso o bombeamento da água do Tietê para o Rio Pinheiros e daí para a Represa Billings. Assim, o Tietê seguiria seu curso normal em direção ao Rio Paraná.

Mas a espuma com detergente, sabão em pó e amaciantes que não se diluem não polui só as águas do Tietê. Os flocos espalhados pelo vento também queimam gramados, sujam as roupas penduradas nos varais e mancham carros nas ruas da cidade.

"A gente já se acostumou com essa espuma. Mas ela incomoda muito e tem cheiro muito ruim. Quando o tempo fica seco, a coisa piora", reclama José Luiz Correia, dono de um comércio na Rua Nossa Senhora de Fátima.

A Secretaria de Estado de Saneamento e Energia alega que não houve alteração no volume de espuma em Pirapora do Bom Jesus. "A Sabesp controla diariamente o local por meio do sistema chamado aspersor - bicos que jateiam água sob pressão -, que ajuda a dissipar as espumas nos pontos mais críticos."

 

Desperdício. Quem for flagrado desperdiçando água em Sorocaba poderá ser multado em até R$ 15 mil. É o que prevê projeto protocolado ontem na Câmara da cidade. É considerado desperdício punido com multa de R$ 5 mil usar água do sistema público para lavar carro e calçadas. O valor dobra na reincidência e triplica nos períodos de estiagem.

Para virar lei, o projeto precisa da aprovação de vereadores e sanção do prefeito. O Serviço Autônomo de Água e Esgotos tem feito campanha em rádios pedindo economia de água. Sem chuva há 45 dias, o nível dos reservatórios baixou e a autarquia começou a usar água da Represa de Ipaneminha, o que só ocorre em períodos muito secos.

 

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