Tempo seco deixa Ribeirão Preto com clima de deserto

Umidade do ar ficou abaixo dos 12%, segundo medição do Cetesb, por dois dias na cidade paulista

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2008 | 18h29

A umidade do ar em Ribeirão Preto esteve por dois dias seguidos em estado de emergência, em clima de deserto, abaixo de 12%. Na quarta-feira, às 15 horas, chegou ao mínimo de 11%. Nesta quinta-feira, 28, a situação piorou: abaixo de 10%. A estação fixa da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), instalada no bairro Ipiranga, marcou 17% às 12 horas e depois disso o site apresentava apenas dois traços.   Veja também: Temporais e frio intenso atingem o RS, alerta Defesa Civil Com umidade do ar baixa, São Paulo entra em estado crítico O que fazer para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar A previsão do tempo para a sua cidade         "O equipamento medidor é de alta tecnologia, mas não tem sensibilidade e confiabilidade para medir abaixo de 10%, por isso pode estar a 8%, 9%", comentou o gerente da agência de Ribeirão Preto da Cetesb, Marco Antônio Artuzo. Em 30 de julho, a umidade chegou a 9%.   O aparelho medidor de temperatura da estação estava com problemas no sensor e em reparo. No final desta tarde, a Climatempo indicava que Ribeirão Preto estava com 33ºC. Em 30 de julho, a temperatura chegou a 31,3ºC.   Para tentar amenizar o clima de deserto, o presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil, Erick Cunha Junqueira, espera que a pequena possibilidade de chuva no sábado se concretize. "Vamos torcer para chover", admitiu Junqueira. Durante o mês de julho não teve chuva na cidade.   Segundo Junqueira, apesar da baixa umidade do ar, que o obrigou a alertar os departamentos de saúde, educação e esportes, para evitarem atividades físicas entre 10 e 17 horas, nada de anormal havia sido registrado. "As recomendações são as de sempre, ou seja, evitar atividades físicas e ingerir bastante líquido", comentou ele.   A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que abaixo de 12% o caso é de estado de emergência. Em agosto de 2006, Ribeirão Preto teve o índice mais baixo de umidade relativa do ar de todos os tempos: 4,8%, segundo a Defesa Civil e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).

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