Tempo seco aumenta a busca por hospitais em São Paulo

População fica com garganta, olhos e nariz mais ressecados; indicação médica é beber bastante água

Ítalo Reis, estadao.com.br

05 de setembro de 2008 | 19h06

A baixa umidade do ar aumentou a procura por hospitais nos últimos dias em São Paulo. Apesar de não terem balanços oficiais, os hospitais Sírio Libanês e São Camilo informaram que houve um crescimento nos atendimentos por causa de problemas respiratórios. A umidade relativa do ar atingiu, em boa parte da semana, índices abaixo dos 30%, estado considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na tarde desta sexta-feira, 5, o índice ficou em 36% por causa de uma frente fria, que melhorou a condição do ar.   Veja também: São Paulo tem a segunda temperatura mais alta do ano São Paulo registra a temperatura mais alta do inverno O que fazer para amenizar os efeitos do ar seco A previsão do tempo para a sua cidade         No Hospital São Camilo, as enfermeiras perceberam um aumento no número de pessoas em busca de inalações e nebulização. Porém, esse crescimento não foi significativo, informou a assessoria de imprensa do local. Já os ambulatórios do Sírio Libanês ficaram cheio de pessoas em busca de melhorar no ressecamento das vias respiratórias. O prédio de atendimento infantil "lotou de crianças", de acordo com a assessoria do hospital.   E a busca por atendimentos é comum no inverno, quando o tempo fica seco. Segundo o médico pneumatologista Ricardo Tardelli, algumas "medidas clássicas" como colocar uma bacia com água ou toalhas molhadas sempre melhoram a umidade do ar dentro de casa. "Nessa época, pessoas com rinite, bronquite ou asma têm os problemas piorados. Idosos, por terem o sistema respiratório mais debilitado, e crianças, que são mais frágeis, são os mais afetados".   No ambiente de trabalho, que normalmente tem ar-condicionado, o médico recomenda uma maior ingestão de água, já que o uso de vaporizadores de ar ou da bacia com água é mais difícil. "Isso ajuda, mas não inibe o problema, porque o ar está seco, e a umidificação via oral melhora".   Com umidade baixa, as mucosas do nosso corpo ficam ressecadas. Por isso, os olhos, o nariz e a garganta se irritam com mais facilidade. Beber água aumenta o nível de hidratação corporal, atenuando os efeitos. Nesta época, a pele também fica mais ressecada e até descasca. Assim, o melhor é evitar os banhos quentes prolongados e abusar no uso de cremes hidratantes, explica Tardelli.   Previsão   Uma frente fria no litoral do Estado mudou a direção dos ventos nesta sexta trazendo a umidade oceânica para a capital. Assim, o índice mais baixo da umidade relativa do ar (36%) foi registrado por volta das 14h30, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o que diminuiu a sensação de tempo seco. No interior de São Paulo, no entanto, essa mudança de tempo não foi sentida e algumas cidades chegaram a registrar 15% de índice de umidade.   Neste sábado, o dia volta a ficar seco e quente, com temperaturas podendo chegar aos 32ºC na capital, de acordo com o meteorologista Marcelo Schneider, do Inmet. O índice volta a ficar abaixo do considerado regular pela OMS, podendo atingir 20%. Durante a noite, entretanto, haverá uma queda de temperatura por causa de uma frente fria.   Segundo Schneider, deve ocorrer pancadas de chuva em pontos isolados da cidade, aumentando a umidade do ar. Essa frente fria deverá manter o tempo úmido e frio durante o domingo. A máxima em São Paulo não passará dos 25ºC e a mínima pode ficar em 13ºC.

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