Tempo nublado afasta público da abertura da Virada Esportiva

Tempo nublado afasta público da abertura da Virada Esportiva

Cerimônia do início do evento, de 36 horas, foi no Centro Esportivo e de Lazer Tietê, que será aberto na segunda-feira

Jerusa Rodrigues, O Estado de S. Paulo

20 Setembro 2014 | 13h52

Atualizado às 15h45.

SÃO PAULO -  O dia nublado e chuvoso afastou o paulistano da abertura da 8.ª edição da Virada Esportiva, no Clube Tietê neste sábado, 20, segundo avaliação da Prefeitura. O prefeito Fernando Haddad abriu o evento nesta manhã, enfatizando a importância desses espaços esportivos para a cidade, como também destacou o secretário adjunto de Esportes, Luiz Sales.

Segundo o secretário, o objetivo geral do evento é chamar a atenção para a prática esportiva, que pode encaixar-se em qualquer lugar da capital. “Também queremos chamar a atenção para a importância do uso das áreas públicas.”

Ele ressalta que o Clube Tietê vai estar aberto a partir desta segunda-feira, 22, para o uso da população. Foram investidos R$ 5,5 milhões na Virada, que ocorre até este domingo, 21, em 416 diversos locais da cidade. Ao ser questionado sobre a divulgação do evento e da pouca quantidade de pessoas no local, Sales defendeu que o motivo foi o mau tempo.


Sem saber. Mas muitas pessoas que estavam lá, ao serem questionadas, disseram que não sabiam da Virada. Alguns apareceram por trabalhar perto, como ocorreu com os amigos Enoque Felicianno de Souza, de 23 anos, Wellington Nascimento Ribeiro, também de 23, e os dois conferentes de produtos de uma empresa que fica perto do local. “Gostei do evento, mas não sabia que ia ter, fiquei sabendo hoje”, diz Souza.

As duas amigas, a estudante de administração Kethiley Almeida dos Santos, de 21 anos, e secretária Ondina Frutuoso, de 19, também só ficaram sabendo da Virada por um amigo que participaria de uma apresentação de coral e adoraram. "Vamos voltar amanhã."

Na abertura houve várias apresentações, incluindo a de um grupo de capoeira da Associação Desportiva Cultural do mestre Miguel Machado. O professor e estudante de Pedagogia Renato Manoel de Souza explica que vai ministrar aulas no espaço para todas as idades. “Para a capoeira é muito importante, pois falta em São Paulo locais em que a comunidade possa vir praticar esse tipo de atividade, assim como as esportivas”, diz. “A capoeira é uma forma de formação de cidadania, um meio de valorização do negro neste País e faltam políticas públicas para isso”, acrescenta.

Thalaby Nayla Tavares, de 20 anos, estudante de Educação Física, é uma das mulheres do grupo. Ela começou a praticar capoeira aos 8 anos, num projeto da Escola da Família. "A capoeira é uma maneira de inclusão social e também uma forma de valorizar a mulher." Thalaby vai se formar como monitora de capoeira no final deste ano.

Diversão. A psicóloga Cibel Gatti, de 55 anos, aproveitou a Virada para levar a sua filha Giovanna, de 7 anos, para participar das atividades. "O Clube Tietê tem história e é importante revitalizar esse espaço, transformando-o num clube para a família."

Skate. Além de pista de corrida, parquinho para as crianças, tirolesa, bungee jump, quadra de tênis, salão de jogos, no local foram montadas pistas e rampas para quem gosta de andar de skate. "A chuva quase atrapalha a atividade", disse a estudante Mylena Tavares, de 16 anos. Há dois meses ela começou a praticar e já domina alguns movimentos. Mylena foi à Virada com o grupo de skatistas do Love CT, da Cidade Tiradentes e disse que não viu nada sendo divulgado sobre o evento.

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