Temperatura passa dos 40°C em cidades do interior de São Paulo

Bloqueio atmosférico que atinge a capital vai ganhar força na quinta-feira, impedindo a entrada de umidade e frentes frias

Caio do Valle e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 20h00

SÃO PAULO - A umidade relativa do ar na cidade de São Paulo ficou em 50% nesta terça-feira, 14, - bem acima dos 20% de segunda -, mas o bloqueio atmosférico que atinge a capital vai ganhar força na quinta-feira e impedir a entrada de mais umidade e de frentes frias. As temperaturas, que bateram recorde nesta terça-feira no interior do Estado, podem chegar aos 35°C na capital e acima dos 40°C no norte e oeste do Estado.

“Esta quarta-feira ainda terá bastante nuvens, mas para quinta e o fim de semana a situação fica crítica de novo, com umidade baixa e calor”, diz o meteorologista Vitor Kratz, da Climatempo. A partir desta quarta, o ar seco deve voltar ao patamar dos 20%, mesmo índice previsto para o fim de semana - o ideal para a saúde humana é a partir de 40%.

A chuva deve chegar somente em forma de pancadas, no sábado à tarde. “Por causa do calor forte, pode haver chuvas isoladas na cidade”, diz o meteorologista Marcelo Schneider, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Recorde. A cidade de São Simão, próxima de Ribeirão Preto, no interior do Estado, atingiu o recorde histórico de 39,5°C às 15 horas desta terça. Desde que começou a medição na cidade pelo Inmet, em 1961, a temperatura nunca havia atingido esse patamar. Nove cidades paulistas passaram dos 40°C, conforme o Inmet - a campeã Valparaíso chegou a 40,6°C.

O interior do Estado estava entre as áreas mais quentes do Brasil por volta da 13 horas: das dez maiores temperaturas observadas nesse horário, quatro eram em cidades paulistas.

Na sexta-feira, na capital e em diversos pontos do Estado podem ser quebrados mais recordes históricos de calor - a previsão de máxima em São Paulo é perto dos 37°C na sexta e no sábado e de até 42°C no interior, especialmente no norte e noroeste.

No último domingo, a cidade já havia alcançado 34,9 graus à tarde, a mais alta temperatura desde 9 de fevereiro. A medição mais alta do ano foi verificada em 7 de fevereiro - 36,4 graus.

Cuidados. Para evitar problemas de saúde decorrentes da baixa umidade, o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) recomenda que as pessoas evitem exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas, umidifiquem os cômodos da casa, permaneçam em locais protegidos do sol e consumam bastante água.

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