Temperatura cai até 20°C em 24h; umidade dobra

Frio atingiu o Rio Grande do Sul, que registrou uma morte anteontem, supostamente por hipotermia

Elder Ogliari e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

Após uma sequência de dias secos, o paulistano voltou a respirar melhor ontem. A umidade relativa do ar mais do que dobrou em 24 horas. A cidade chegou a ficar em estado de atenção por conta do tempo seco. Mas, entre anteontem e ontem, o índice passou de 41% para 89%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O contraste é ainda maior quando comparado com a quinta-feira da semana passada, quando a umidade do ar esteve em 27%. Os padrões internacionais apontam que abaixo de 30% é considerado preocupante.

"Mesmo que a chuva dure pouco, já é um alívio para pessoas que têm doenças pulmonares prévias", diz o pneumologista Rafael Stelmach do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor).

A previsão é que as chuvas permaneçam até domingo, com intensidade moderada. Logo em seguida, no entanto, deve haver um novo período de seca. "Não deve ser tão prolongado, mas a umidade vai voltar a baixar", diz o meteorologista da Climatempo Marcelo Pinheiro.

Os paulistanos também estão sofrendo com a queda brusca de temperatura. Entre anteontem e ontem, ela já havia caído à tarde, de 28ºC para 18ºC. A máxima hoje não deve passar de 16ºC e a madrugada deve ser bem fria, com 12ºC. O frio deve permanecer até o fim da semana.

A frente fria afetou grande parte do País. Cuiabá teve uma queda de 20°C em 24 horas: passou dos 34°C de anteontem para 14°C ontem.

Morte. O Rio Grande do Sul teve geadas fortes e temperaturas inferiores negativas. Em Cambará do Sul, os termômetros marcaram -2,1°C antes do amanhecer.

Em Passo Fundo, um homem identificado como Orlando Oliveira da Silva, de 51 anos, foi encontrado morto em uma rua do bairro Petrópolis. Ele tinha um cobertor enrolado no corpo e sangue no nariz - não havia sinais de agressão. A polícia acredita que a causa da morte tenha sido hipotermia, o que não havia sido confirmado até a noite de ontem.

Em Santa Maria, foi encontrado o corpo de Adão da Silva, de 44 anos, e, de início, suspeitou-se do frio. No entanto, foi constatado que ele morreu de enfarte.

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