Temperamento explosivo de goleiro rendeu polêmicas

Especialista em pegar pênaltis, o ex-capitão do Flamengo também ficou famoso por brigas com colegas e frases infelizes

Bruno Lousada / Rio, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

O goleiro Bruno Fernandes acumula títulos, defesas históricas e um monte de polêmicas em sua carreira. É tão especialista em pegar pênaltis quanto em proferir declarações controversas. Pavio curto, o jogador do Flamengo, e até pouco tempo capitão da equipe, já se desentendeu com companheiros de time. E vivia uma relação de amor e ódio com a torcida rubro-negra, que o idolatrava como "o melhor goleiro do Brasil", mas o criticava pelo temperamento.

Nascido em Belo Horizonte, em 1984, Bruno começou a carreira no Atlético-MG e passou pelo Corinthians sem brilhar. Em 2006, chegou ao Flamengo e, rapidamente, conquistou espaço com boas defesas e espírito de liderança. Virou ídolo da torcida ao defender dois pênaltis e garantir o título do Campeonato Carioca de 2007. Dois anos depois, o goleiro repetiu a dose no Estadual do Rio. Defendeu uma cobrança no tempo normal, duas na disputa por pênaltis e ergueu a taça de campeão. O auge de sua carreira veio com a conquista do Campeonato Brasileiro de 2009.

Fã do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, Bruno entrou para a história do Flamengo como o goleiro que mais marcou gols na história do clube, superando Ubirajara e Zé Carlos. Fez quatro no total - três em cobrança de falta e um de pênalti.

Em 2008, após um jogo do Flamengo contra o Atlético-MG, em Minas, Bruno, Marcinho e Diego Tardelli se envolveram em confusão em um festa com prostitutas. Houve denúncia de agressão. Este ano, depois de tumulto envolvendo o atacante Adriano e a noiva Joana, na Favela da Chatuba, zona norte do Rio, Bruno defendeu o craque da Roma, da Itália. "Quem nunca saiu na mão com uma mulher?"

Quem são os outros envolvidos

Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão):

Suspeito de sequestrar Eliza e ajudar a sumir com seu o corpo.

Elenilson Vitor da Silva:

Caseiro do sítio de Bruno, é suspeito de participar do crime. No 1º depoimento,

negou a presença da estudante no sítio; depois voltou atrás.

Sérgio Rosa Sales Camilo: Parente de Bruno, teria tido participação direta na

morte e ocultação do corpo.

Flávio Caetano de Araújo: Levou a criança ao local onde foi achada pela polícia.

Wenerson Marques de Souza (Coxinha): Ofereceu R$ 50 em Contagem para quem cuidasse da criança. Confessou que o bebê esteve no sítio.

Dayanne Souza: Mulher do goleiro, foi a 1ª a ser presa. É acusada de coautoria no sequestro e ocultação o crime.

J.: Jovem de 17 anos que confessou ter participado do sequestro e dado uma

coronhada em Eliza. Segundo a polícia, é primo do goleiro.

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