''Temos mais obras que orçamento''

Saulo de Castro Abreu Filho, secretário estadual dos Transportes de SP

Paulo Saldaña e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2011 | 00h00

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou ontem que tenha "congelado" o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, a duplicação da Rodovia dos Tamoios e a construção da ponte Santos-Guarujá, como revelou o Estado. Mas, horas depois, o secretário dos Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que os prazos de conclusão dessas obras só serão definidos em seis meses. A seguir, os principais trechos.

O governador disse que as obras não estão paradas, apesar de as informações terem vindo da secretaria. Já há prazos?

Primeiro vou passar um conceito geral. Temos mais obras aqui do que eu tenho no orçamento. Isso é fato. É um volume de obras que o orçamento não contempla. Algumas vão ter de ser readequadas e temos de priorizar. A Jacu-Pêssego é uma prioridade, e as marginais vão sair rápido. O fato é que o recurso não estava alocado, mas já conseguimos remanejar. O que não vai sair ainda é o prolongamento até a Avenida dos Estados, porque nem o projeto está pronto. A obra é enorme e vai ter de licitar.

E a ponte Santos-Guarujá?

Há um projeto bem básico sobre a ponte fruto de um desejo político. Agora é preciso estudar, há impacto ambiental, tem de ver o traçado. E essa obra não está prevista no orçamento. É uma obra prometida, mas não comprometida. Um desejo que hoje, em termos orçamentários, não é realizável. E como fazer? Ou você suplementa o orçamento ou faz remanejamento.

Mas a obra foi prometida na gestão anterior.

Talvez na questão de prazo tenha tido algum tipo de precipitação. Ou pelo menos não se refletiu no orçamento o desejo manifestado publicamente. Pode até estar no orçamento deste ano, mas preciso saber primeiro quanto custa. O projeto apresentado é bem incipiente.

E a Tamoios?

O traçado está sendo definido. Temos cinco opções e um será escolhido em breve. A obra é grande e vamos escolher a modalidade de contratação, provavelmente uma PPP (Parceria Pública Privada), e se terá pedágio. Mas vai sair e está andando.

Há prazos?

Não tem nada congelado e estamos tentando viabilizar todas as obras. Eu acho que neste semestre a gente define tudo.

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