Temos de reconhecer papel do Enem, apesar de contratempos

O Enem é desde 2009 um instrumento de seleção para o ensino superior. Sua aplicação, no mesmo dia e hora para todos os inscritos - neste ano foram mais de 7 milhões - em diversos locais do País implica uma logística que não envolve só a aplicação, mas também complexos cuidados com o sigilo. É um trabalho hercúleo.

ANÁLISE: Zacarias Gama, professor da Faculdade de Educação da UERJ, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2013 | 02h02

Sempre que surgem hipóteses de quebra de sigilo, acirram-se os questionamentos acerca de sua importância, gigantismo e do esforço para melhorar a educação. Duas de suas funções são difíceis de contestar: ele contribui para democratizar o acesso às vagas das instituições federais e facilita o deslocamento de estudantes para outros municípios. Já a indução de uma reestruturação dos currículos, outra possível contribuição, é mais discutível. Esta reestruturação pode transformar as escolas em preparatórios para as provas, com perdas curriculares importantes.

Apesar de todos os contratempos, é de se reconhecer o papel do Enem para a educação. Minimamente nos fornece dados quantitativos importantes para a formulação de políticas públicas. Mas simples quantidades e variedades de insumos para os processos de ensino e aprendizagem são suficientes para atingir a educação social de qualidade que queremos.

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