Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

'Tem gente torcendo para ter rodízio', diz Alckmin

Governador de São Paulo também minimizou atrasos nas obras do Metrô e da CPTM e exaltou o trabalho do governo estadual

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

08 Junho 2015 | 15h50

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na manhã desta segunda-feira, 8, que, embora muitas pessoas tenham torcido para ter rodízio de água, a medida está descartada. "Estamos superando a crise. Tanta gente torceu pelo rodízio. Não vai ter rodízio, mesmo com uma seca desta gravidade", afirmou, durante visita para instalação de membranas ultrafiltrantes na Estação de Tratamento de água do Alto da Boa Vista (ETA-ABV), na zona sul da cidade. Alckmin anunciou ainda que o plano de contingência será apresentado no final deste mês ao Comitê de Crise Hídrica. "Mas não pretendemos utilizá-lo", disse.

Questionado sobre a data de apresentação do plano, que poderá ser utilizado em caso de rodízio, Alckmin criticou a imprensa. "É impressionante como o 'bad news are good news'. Nessa ânsia de dar notícia ruim, desinforma as pessoas. Você lê jornal e fica desinformado. Você ouve notícia e fica desinformado (porque o jornalista) pinça um detalhe de uma coisa muito mais ampla".

'Leitura equivocada'. Alckmin minimizou os atrasos nas obras do Metrô e da CPTM e exaltou o trabalho do governo estadual. "Vejo muito essa questão de 'atrasou 30 dias', 'atrasou não sei quê', mas a leitura é equivocada. Não há no Brasil nenhum conjunto de obras metroferroviárias do tamanho de São Paulo. Não tem um centavo federal, nem recurso do município. Só governo do Estado". 

O Estado revelou nesta segunda-feira, 8, que a gestão Alckmin decidiu pagar aditivo de R$ 20,4 milhões para o consórcio espanhol Isolux-Corsán-Corviam concluir estações da Linha 4 - Amarela. A entrega do trecho deveria ter ocorrido em 2014. O aditivo contratual, assinado no começo de abril, prevê a conclusão das Estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, além do pátio de manobras Vila Sônia, na zona sul da capital. 

Trata-se do segundo acréscimo de valor ao contrato assinado em 2012, que saltou de R$ 172,9 milhões para R$ 212,3 milhões. Em março do ano passado, quando o trecho da linha deveria ter sido entregue, o Metrô já havia desembolsado mais R$ 18,9 milhões para o consórcio espanhol, que também executa o segundo lote da linha, onde estão previstas as Estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. 

Em relação à previsão de entrega da linha 18-Bronze do Metrô, que deve ligar a capital a São Bernardo do Campo, Alckmin cobrou que o governo federal libere o financiamento de contratos já assinados. O recurso será destinado para desapropriações no entorno das futuras estações. "Temos dois contratos de PPP (parceria público-privada), a linha 6 e a linha 18, que só dependem do 'ok' do Ministério da Fazenda", afirmou.

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