Telefônica pede laudo ao CPqD para apurar origem da pane

Presidente da empresa, Antonio Valente, acha pouco provável que problema tenha sido causado por hacker

Michelly Teixeira, Agência Estado

04 de julho de 2008 | 21h39

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse nesta sexta-feira, 4, que encomendou ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) um laudo para apurar a origem da pane que desde a quarta-feira deixou sem acesso à internet empresas, departamentos dos governos municipal, estadual e federal e pessoas físicas. Conforme o executivo, o laudo deve ficar pronto em, no máximo, 10 dias, mas ele acredita que o resultado possa ser divulgado antes. Sobre a pane, a concessionária de telefonia que atende o Estado de São Paulo informou apenas que o problema se deu em uma das duas redes com as quais a empresa trabalha, cujos equipamentos estão localizados na cidade de Sorocaba, no interior paulista. Veja tambémFalhas na Telefônica voltam a atingir internautas de SP'Falha no roteamento' causou pane em SP, diz TelefônicaMinistro admite que transmissão da internet é 'vulnerável'Multa para a Telefonica vai depender de laudo, diz AnatelMais de 24 h depois, Telefonica soluciona problema em SP Valente disse que é pouco provável que o problema tenha sido causado por um hacker. "Mas isso não significa dizer que não possa ter havido erro humano", disse o executivo. Ele garantiu que o problema está sendo equacionado, mas alguns clientes ainda podem estar enfrentando "problemas pontuais". O executivo disse que em até três dias todos as falhas do sistema estarão resolvidas. A advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Daniela Trettel, considera o prazo tímido. Valente, que participou nesta tarde de reunião com entidades de defesa do consumidor - Procon-SP, Idec, além de Ministério Público e Procuradoria do Estado - evitou fazer projeções sobre indenizações que a Telefônica teria que fazer para compensar os transtornos ao clientes. O executivo disse que a partir de segunda-feira ligará para as grandes empresas para negociar como serão feitos os ressarcimentos. "Vamos conversar com as grandes empresas, uma a uma, mas não necessariamente a indenização será com base em valores monetários, podendo também correr com serviços", disse ele. Valente reconheceu que pessoas físicas também foram prejudicadas. Parte dos 2,4 milhões dos usuários do serviço de banda larga Speedy ficaram sem o serviço. O executivo soube precisar quantos desses usuários foram prejudicados, mas disse que o ressarcimento será feito para a toda a base de assinantes. O período em que será feito o ressarcimento ainda está sendo definido pela empresa.

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