Tela de Benedito Calixto é furtada de fundação em Santos

Presidente da instituição que abrigava 'Paisagem Europeia' diz que ação criminosa deve ter [br]ocorrido no domingo

Rejane Lima / SANTOS, O Estado de S.Paulo

22 Março 2011 | 00h00

Uma tela de autoria de Benedito Calixto, de 1884, foi furtada na tarde de domingo em Santos, na Baixada Santista. Medindo 17 centímetros por 32 centímetros, a obra em óleo sobre tela Paisagem Europeia fazia parte do acervo da Fundação Pinacoteca Benedito Calixto, que fica na orla do Boqueirão.

O crime é investigado pela Polícia Civil, que já recebeu as gravações feitas durante o fim de semana pelo circuito de monitoramento do local. De acordo com o presidente da Pinacoteca Benedito Calixto, Mário Flávio Paes de Alcântara, a tela não é das mais valiosas e está cotada em no máximo R$ 30 mil. "Adquirimos esse quadro por R$ 6 mil em 2000, mas hoje deve valer R$ 25 mil, R$ 30 mil."

Alcântara espera que o furto seja amplamente divulgado para evitar a venda do quadro. "Vamos alertar galerias de arte, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e leiloeiros para dificultar a comercialização."

Horário. Alcântara acredita que o furto na área do Boqueirão tenha ocorrido entre 14 horas e 19 horas de domingo - quando a pinacoteca está aberta ao público -, pois o prédio, um casarão restaurado do início do século 20, não apresenta sinais de arrombamento. "No sábado, vieram 200 pessoas, mas a maior parte ficou em um evento no térreo e poucas subiram ao primeiro andar, onde estava a tela. Já no domingo choveu muito em Santos e os visitantes foram poucos", explica ele.

Alcântara também não descarta a possibilidade de o furto ter ocorrido no sábado. "Como o quadro é pequeno, a pessoa pode ter colocado em uma mochila e saído sem que ninguém percebesse", completa.

QUEM É

BENEDITO CALIXTO DE JESUS

PINTOR PAULISTA

(1853-1927)

Nascido em Itanhaém, retratou o litoral, o porto e o centro histórico de Santos. Também se dedicou a pinturas históricas e à arte religiosa. Sua primeira exposição foi em 1881, na capital, logo se tornando um dos pintores prediletos da burguesia. Antes de ter reconhecimento, porém, foi marceneiro, músico e ajudante de vigário. Morreu em São Paulo.

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