Tela de Adriana Varejão é vendida por R$ 2,72 mi

Preço alcançado na Christie''s de Londres é o maior já pago por uma obra de artista brasileiro vivo; recorde anterior era da carioca Beatriz Milhazes

Jotabê Medeiros e Tonica Chagas, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2011 | 00h00

A obra "Parede com Incisões à La Fontana II", de 2001, da artista brasileira Adriana Varejão, foi vendida ontem na Christie"s de Londres e se tornou a obra mais cara de um artista brasileiro vivo vendida. Alcançou US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 2,72 milhões), incluindo a comissão do leiloeiro.

O recorde anterior pertencia à carioca Beatriz Milhazes, que em 2008 alcançou US$ 1,049 milhão (R$ 1,7 milhão) pelo quadro O Mágico (2001), em leilão na casa Sotheby"s de Nova York. A tela de Beatriz pertencia à Galeria Elba Benitez, de Madri.

Na ocasião, Beatriz, nascida em 1960, batia o recorde anterior de artista brasileiro vivo, que já pertencia a ela: sua tela Laranjeiras (2002/2003) foi vendida por US$ 465 mil em leilão da Christie"s, em outubro de 2007.

Adriana Varejão nasceu no Rio em 1964 e é uma das criadoras brasileiras de mais destaque, com obras em museus como Guggenheim (NY), Stedelijk (Amsterdã) e Fundação Cartier (Paris). Em 2005, ela casou com o mecenas mineiro Bernardo Paz, dono do Instituto Inhotim. Em 2009, sua tela Azulejaria de Cozinha com Peixes, de 1995, da série sobre o canibalismo cultural brasileiro, foi estimada entre US$ 120 mil e US$ 180 mil.

Curioso notar que, no mesmo lote da Christie"s em que foi vendida a tela de Adriana em homenagem a Lucio Fontana (1899-1968), foram vendidas duas obras do próprio Fontana, que alcançaram US$ 3,6 milhões (R$ 5,7 milhões) e US$ 4,3 milhões (R$ 6,8 milhões).

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