Ted Boy Marino não gosta de UFC

Ele está aposentado, tem 72 anos, vive na Avenida Atlântica, no Rio, e é obrigado a fazer hemodiálise três vezes por semana. O ex-lutador Ted Boy Marino sente saudade dos tempos em que era o rei do telecatch e diz não gostar de MMA (artes marciais mistas), que virou febre no Brasil com o Ultimate Fighting Championship (UFC).

/ WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2012 | 03h01

Ted Boy fala que o MMA é excessivamente violento e que não colocaria um de seus três filhos - "todos formados" - num octógono. "A minha luta só aparentava ser bruta, mas era uma diversão. Tinha o bom e o mau caráter. Lá (no UFC), você tem de matar ou morrer. Isso se chama esporte? É uma briga de rua."

Mesmo sem gostar dos combates sangrentos, o ídolo das lutas encenadas faz uma ressalva em relação aos lutadores de MMA. "Não tenho nada contra os meninos, que ganham o dinheiro deles, mas como eu vou gostar?", questiona.

O sucesso no passado rendeu fama e uma aposentadoria tranquila. Uma vitória para quem chegou ao Brasil apenas com a roupa do corpo - ele é italiano. Ted Boy fez filmes, programas de TV e foi capa de várias revistas. Em uma delas, posou ao lado de Pelé e Eder Jofre, como destaque do esporte. Ele se orgulha de ainda ser reconhecido por fãs nas ruas, mas sente falta das câmeras. "Gostaria mesmo é de fazer algum comercial, como antigamente."

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