'Tecnicamente, não há greve', afirma coronel

O chefe do Estado-maior Administrativo da PM, coronel Robson Rodrigues, considera a greve da área de segurança "tecnicamente" encerrada no Estado. Para ele, as medidas duras, como a redução dos prazos do processo disciplinar, são necessárias para coibir movimentos semelhantes.

Entrevista com

RIO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h01

Qual a avaliação que o senhor faz do segundo dia de greve? Tecnicamente, não há greve. A adesão foi muito pequena, a polícia está nas ruas, a madrugada seguiu absolutamente dentro da normalidade, com as ocorrências esperadas.

Qual foi o momento de maior tensão até agora?

Em Volta Redonda, 129 policiais ameaçaram paralisar as atividades. Mas substituímos rapidamente esses policiais com nossas forças reservas. Enviamos 140 policiais para o município. As primeiras equipes seguiram em dois helicópteros próprios e mais cinco de outras forças que estão disponíveis para usarmos em caso de necessidade. Também tínhamos à disposição um avião Hércules, mas não foi necessário usá-lo.

Há uma crítica entre os policiais às medidas mais duras, como a prisão de líderes em Bangu 1 e o processo sumário. Isso era necessário?

O governo sempre esteve aberto ao diálogo, mas alertou que atos irresponsáveis sofreriam revezes legais. Tentaram colocar a população refém do medo, provocar uma situação de risco social... O mais triste é que agiram por interesses políticos. /C.T.

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