Técnica em três gerações

Os profissionais do carnaval de Parintins já estão na terceira geração - e a cada uma a técnica evolui sem deixar de lado a tradição e o artesanato. Os primeiros a despontar vieram a reboque do "mágico" Jair Mendes, inventor do "boi biônico" que movia língua, orelha e boca. O segredo era o sistema de roldanas que se popularizou em todos os carnavais brasileiros.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

05 Março 2011 | 00h00

Nos anos 1990, na segunda geração, Juarez Lima aumentou o tamanho dos carros. O sucesso de Lima foi maior porque quando estreou, em 1997, garantiu o primeiro título da X-9, três anos depois de a escola subir ao Grupo Especial.

Lima abriu a porta para a terceira geração de parintinenses em São Paulo, que tem em Claudenor Alfaia da Costa, o Nonoca, um de seus nomes principais. Em 2010, ele ganhou o primeiro título como coordenador de alegorias da Rosas de Ouro.

"Tudo é manual e artesanal. São cerca de cem peças. Entre o projeto e a execução, um carro alegórico leva cinco meses para ser feito, com turnos diários de 12 horas. Precisamos trazer soldadores, que garantem "no olho" que as estruturas fiquem de pé, sem cálculos e projetos."

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