Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Teatro Municipal sofre ameaça de invasão durante ópera

Portas foram fechadas e público de 300 pessoas foi orientado a ficar longe das janelas; vitrais da fachada foram pichados

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2013 | 02h02

A equipe do Teatro Municipal impediu que o espaço fosse invadido ontem à noite, durante a última récita da ópera Rake's Progress. Cerca de 300 pessoas acompanhavam o espetáculo, além de outras 100, entre funcionários, seguranças, equipe de manutenção, músicos e artistas. Houve tentativa de invasão, o que obrigou o fechamento de todas as portas. Os vitrais da fachada foram pichados.

"O prejuízo foi relativamente pequeno. Só teremos de limpar a fachada. Felizmente, nenhum equipamento ou vitral foi danificado ou destruído", afirmou José Luiz Herencia, diretor da Fundação Teatro Municipal.

A ópera de Stravinski começou por volta das 20h. Antes, no terraço, o público acompanhou os protestos, mas foi orientado pelos funcionários a entrar, enquanto o grupo radical do lado de fora cantava: "Você de gravata, vem pra passeata".

A primeira parte da ópera ocorreu sem problemas, mas durante o intervalo, a segurança do teatro orientou o público a ficar longe das janelas, já que os manifestantes batiam nelas. Antes do reinício do espetáculo, o maestro Jamil Maluf subiu no palco e avisou às pessoas que, se fosse necessário, um cordão de segurança seria montado para que o público deixasse o teatro pela lateral, ao final da apresentação.

Como a Tropa de Choque chegou, não houve necessidade de segurança extra e a saída do público não teve incidentes. Ao deixar o teatro, o analista Luís Cruz, de 50 anos, disse que já foi jovem e que compreende a manifestação. "Mas, com vandalismo, eu não concordo." / COLABORARAM JOÃO LUIZ SAMPAIO E MARIA FERNANDA RODRIGUES

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