TCM, uma das marcas em SP do brutalismo

Um dos principais exemplares da arquitetura brutalista em São Paulo, o edifício do Tribunal de Contas do Município (TCM) na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, foi inaugurado em 1976, depois de ser tocado por três gestões municipais.

O Estado de S.Paulo

31 Março 2013 | 02h02

Idealizado pelo escritório dos arquitetos Plínio Croce, Roberto Aflalo e Giancarlo Gasperini, o projeto foi aprovado em 1970 por uma comissão no primeiro governo de Paulo Maluf (1969-1971). As construções começaram em 1972, quando José Carlos de Figueiredo Ferraz era prefeito, e foram finalizadas na gestão Olavo Setúbal.

Carlos Croce, filho de Plínio, conta que o TCM faz parte da memória que tem do pai, especialmente por sua simplicidade. Plínio morreu em 1984. O escritório continuou com seus dois sócios e até hoje é um dos maiores do País. Mais de 1,2 mil edifícios só na capital foram feitos pela Aflalo & Gasperini.

A arquitetura brutalista representada pelo edifício desenvolveu-se principalmente nos anos 1950 e 1960. No Brasil e, especialmente em São Paulo, o estilo, que tem por objetivo privilegiar a forma e a estrutura dos edifícios, ganhou vários adeptos. Algumas estações de metrô na capital, como a Armênia, são claros exemplos do brutalismo. A Igreja São Bonifácio, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, também. / JULIANA DEODORO

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