FOTO: JF DIORIO/AE
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TCM aponta R$ 492 mi pagos de forma errada por parte da SPTrans

Relatório técnico também identificou série de serviços que deixaram de ser executados pelo Consórcio Plus, que atua na zona leste 

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM) Edson Simões apontou, nesta quarta-feira, 20, pagamentos indevidos de R$ 492 milhões por parte da São Paulo Transporte (SPTrans), empresa da Prefeitura que gerencia os ônibus da capital, ao Consórcio Plus, grupo que atua na zona leste da cidade. O julgamento da execução dos contratos com o consórcio foi suspenso, após pedido de vistas do conselheiro João Antonio, que deve manifestar-se sobre o tema na semana que vem.

As irregularidades, segundo apuração de Simões, aconteceram no ano de 2006, durante a gestão Gilberto Kassab (PSD). Os valores citados pelo conselheiro são referentes àquele ano, mas corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Relatório técnico apresentado pelo conselheiro também identificou uma série de serviços que deixaram de ser executados pelo consórcio, como a não compra de validadores de bilhete único e a não construção de uma central de monitoramento para os coletivos. O valor citado refere-se a todos os serviços que foram pagos e não foram executados. A reportagem tentou contato com o Consórcio Plus, sem sucesso. 

PPP. João Antonio e Edson Simões tiveram um embate nesta quarta-feira, na sessão que apresentou o voto sobre transportes, durante discussão sobre a necessidade de a Prefeitura submeter ou não a proposta da parceria público-privada (PPP) da iluminação à Câmara. O entender de Simões é de que deve. João Antonio acha que não. O caso ainda será debatido na próxima sessão do TCM, na quarta-feira da semana que vem. 

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