Taxistas reclamam de lentidão no 1.º dia de veto nos corredores de ônibus

Táxis não podem mais trafegar em pista de coletivos nos horários de pico; sindicalistas já falam em paralisação

Marina Azaredo, O Estado de S. Paulo

17 Março 2014 | 21h21

SÃO PAULO - No primeiro dia das restrições aos táxis nos corredores de ônibus de São Paulo, taxistas reclamaram de lentidão e prometeram ações para tentar reverter a decisão da Prefeitura. Desde segunda-feira, 17, os táxis não podem circular nos corredores entre 6h e 9h e entre 16h e 20h. Apesar da proibição, as multas só começarão a ser aplicadas em 14 de abril.

"É uma decisão que vai na contramão, pois o trânsito vai piorar muito. A mobilidade não se resume apenas aos ônibus", afirma Edmilson Sarlo Americano, presidente da Associação Brasileira das Cooperativas e Associações Civis de Táxis (Abracomtáxi). "Vamos marcar uma reunião com as centrais para decidir qual será nosso posicionamento. Sou a favor de uma paralisação", afirmou Americano.

Para Natalicio Bezerra Silva, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, a medida é equivocada, pois os táxis auxiliam os ônibus e diminuem o volume de carros nas ruas. "A categoria não está satisfeita, vamos pedir que o prefeito reveja essa decisão", disse.

A Prefeitura liberou, no entanto, os táxis – desde que estejam com passageiros – nas faixas exclusivas do Corredor Norte-Sul, das Marginais e das Avenidas Indianópolis, Corifeu de Azevedo Marques e Sumaré.

"É uma ajuda paliativa. Hoje conversei com cerca de 20 motoristas e todos me disseram que o trânsito ficou mais pesado", afirmou Jorge Spínola, um dos diretores da Associação das Radiotáxis de São Paulo (Artasp).

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o pico de congestionamento da manhã foi às 9h, com 119 quilômetros. Às 18h30, a capital registrava 103 quilômetros de vias paradas.

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