Taxistas protestam no Pacaembu após morte de colega na zona sul

PM prometeu intensificar o patrulhamento nas Estradas de Itapecerica e do M'Boi Mirim,[br]consideradas perigosas

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2011 | 00h00

Após a morte do taxista Eduardo Alves Pereira, baleado na cabeça em um assalto na manhã de sábado, a Polícia Militar prometeu intensificar o patrulhamento na zona sul paulistana. Os esforços serão concentrados sobretudo nas Estradas de Itapecerica e do M"Boi Mirim, apontadas pelos taxistas como as mais perigosas. A categoria deve reunir-se hoje com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

"A partir de hoje (ontem), a PM vai intensificar o policiamento com vista aos táxis. E, durante a semana, vamos nos reunir com a categoria para traçar estratégias", afirmou o comandante do 23.º Batalhão da PM, tenente-coronel Walmir Martini.

O anúncio foi feito ontem na Praça Charles Miller, no Pacaembu, zona oeste, em meio à manifestação promovida pelos taxistas. Cerca de 600 motoristas estacionaram seus carros na frente do estádio para exigir mais segurança para a categoria. Cada veículo trazia uma cruz preta afixada na parte de trás. "Os taxistas estão sendo assaltados por motociclistas que encostam do lado do carro e roubam o motorista, o passageiro", disse o presidente da Use Táxi, Eder Wilson Luz. Segundo ele, nos últimos 12 meses, 93 motoristas foram roubados.

Morte. Entre as vítimas está Eduardo Alves Pereira, de 36 anos. Na manhã de sábado, ele aguardava uma passageira na Rua Coriolano Durand, na Vila Santa Catarina, zona sul, quando dois homens o abordaram. Os ladrões, relataram testemunhas, gritaram: "Passa o dinheiro". Em seguida, atiraram. Por causa dele, a manifestação foi encerrada ontem com uma oração e um minuto de silêncio.

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