Taxistas levam 200 multas/dia por invadir corredor

Por dia útil, houve, em média, 203 autuações entre o dia 14 e a manhã desta segunda-feira, 28

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2014 | 20h20

 

SÃO PAULO - Em duas semanas de proibição de táxis nos corredores exclusivos de ônibus, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aplicou 1.827 autuações a taxistas. Por dia útil, houve, em média, 203 autuações entre o dia 14 e a manhã desta segunda-feira, 28.

Os flagrantes foram registrados em nove dos dez corredores construídos só para os coletivos na capital paulista (exceto o Expresso Tiradentes, na zona sul, que é separado do resto do viário e impossível de invadir). Desde o dia 14, os táxis não podem circular nos corredores de ônibus nos dois horários de pico dos dias úteis, ou seja, entre 6h e 9h e entre 16h e 20h.

Os taxistas nos corredores de ônibus, que ficam à esquerda, representam 34% do total de veículos irregulares que circularam pelas canaletas no período. No total, foram anotadas pelos fiscais de trânsito da CET e da São Paulo Transporte (SPTrans) 5.281 invasões aos corredores. Nos picos da manhã, foram 1.714 autuações (895 só para táxis). Por sua vez, os da tarde tiveram 1.740 (932 táxis).

Mesmo fora do horário de pico, os taxistas só podem circular nessas vias exclusivas à esquerda (que estão em avenidas como a 9 de Julho, entre o centro e a zona sul, a Inajar de Souza, na zona norte, e Paes de Barros, na zona leste) se estiverem levando passageiros.

Em algumas das faixas exclusivas, que ficam à direita, os taxistas ganharam o direito de rodar o dia todo, desde que também estejam com passageiros. Entre elas, estão as faixas das Avenidas Sumaré, na zona oeste, Interlagos, na zona sul, e 23 de Maio, no centro.

Crítica. Para Natalício Bezerra, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, a sinalização das restrições ainda é falha. "Não tem placa dizendo se pode ou não em alguns lugares. Soltamos um boletim mas, mesmo assim, os motoristas não sabem o que está acontecendo."

Três estudos feitos pela Prefeitura de São Paulo e apresentados ao Ministério Público Estadual (MPE) em dezembro do ano passado mostram que os usuários de táxi somam menos de 1% do total de pessoas que utilizam os corredores. "Como resultado, os passageiros de táxi impactam negativamente 99% dos usuários do transporte público coletivo que trafegam nos corredores", diz uma das pesquisas.

Além disso, em alguns corredores de ônibus, a velocidade dos coletivos é muito baixa, atingindo 6 km/h em determinados horários, o que equivale a uma pessoa a pé.

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