Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Taxistas fazem novos protestos contra liberação da Uber

Motoristas se concentram em frente à Prefeitura; grupo ateou fogo em pneus e bloqueou a Avenida 23 de Maio - quatro foram presos

Felipe Cordeiro, Juliana Diógenes e Luciana Amaral, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2016 | 08h11

SÃO PAULO - Taxistas contrários à Uber e outros aplicativos de transporte, regulamentados pelo prefeito Fernando Haddad (PT) nesta terça-feira, 10, fazem novos protestos em São Paulo na manhã desta quarta-feira, 11. Primeiro eles se mobilizaram na Avenida 23 de Maio, depois em frente à Prefeitura e, na sequência, foram até a Câmara Municipal, no Viaduto Jacareí.

Cerca de 50 taxistas caminharam da Prefeitura à Câmara, com faixas e gritos de ordem, acompanhados por uma viatura da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) e da Polícia Militar. "Haddad, ladrão, roubou minha profissão", eles gritam na porta da Casa.

Antes, o grupo se concentrou em frente à Prefeitura, no Viaduto do Chá, na região central, com um carro de som. Mais cedo, alguns atearam fogo em pneus e bloquearam a Avenida 23 de Maio, principal corredor de ligação entre as zona norte e sul. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quatro taxistas foram presos.

Três faixas da esquerda da 23 de Maio, sentido Aeroporto de Congonhas, foram interditadas com a barricada feita pelos taxistas. Carros só conseguiam trafegar pela faixa exclusiva da direita, destinadas aos ônibus. A Polícia Militar apagou o fogo e liberou a via. Quatro taxistas foram levados a uma delegacia. 

A Polícia Militar fechou o Túnel Papa João Paulo II, sob a Avenida Prestes Maia, para a passagem de veículos. Um pequeno protesto aconteceu no local. Os carros tiveram de pegar uma pista lateral para acessar o Corredor Norte-Sul.

Nesta quarta-feira, os taxistas prometem bloquear o acesso aos dois principais aeroportos (Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Congonhas, na zona sul da capital) e às três rodoviárias (Tietê, em Santana, na zona norte, Jabaquara, na zona sul, e Barra Funda, na zona oeste).

Regras. O decreto de Haddad estabelece limites para o funcionamento dos aplicativos com base na quilometragem rodada. Os carros das empresas de tecnologia poderão fazer um número de viagens equivalente ao de 5 mil táxis tradicionais. E terão de pagar uma outorga, variável de acordo com a oferta e a demanda e estimada, inicialmente, em R$ 0,10 por quilômetro.

Os aplicativos deverão compartilhar as informações com o poder público, detalhando origem e destino de cada viagem, tempo do trajeto, quanto o passageiro esperou e os itens cobrados. A Prefeitura, por sua vez, promete compartilhar essas informações com a população. As empresas terão de ser credenciadas e passarão a chamar Operadoras de Tecnologia de Transporte Credenciadas (OTTCs).

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