Taxistas elegem Celso Garcia como avenida mais esburacada

Metade dos motoristas entrevistados cita a via da zona leste da capital paulista como uma das piores em conservação do asfalto; profissionais reúnem histórias de estragos causados pelas crateras

Marcela Spinosa, O Estado de S.Paulo

14 Março 2011 | 00h00

O asfalto esburacado, ondulações e fissuras fazem da Avenida Celso Garcia, na zona leste, o maior desafio para os motoristas de São Paulo. Para chegar à via mais complicada, a reportagem ouviu 50 taxistas que rodam por toda a capital.

A campeã foi citada por 25 dos 50 entrevistados. Na altura do número 2.500 da Celso Garcia, há cinco buracos em um trecho de 100 metros. Mais ao leste, no cruzamento com a Rua Tuiuti, motoristas de micro-ônibus atravessam o trecho pela calçada para não passar pelas falhas no asfalto.

Para passar pelo Viaduto Diário Popular, no centro, a recomendação dos taxistas é que os motoristas usem um veículo 4x4. Na quarta-feira, Elias de Souza, de 60 anos, gastou R$ 500 para trocar os amortecedores de seu táxi, destruídos por buracos.

Já na Rua Vergueiro, na zona sul, os taxistas dizem que o único lugar que não tem buracos é a motofaixa. O pior trecho é na altura do Metrô Ana Rosa.

A Rua General Gois Monteiro, na zona oeste, é residencial e estreita, mas é usada como rota de fuga da Avenida Pompeia. O trânsito intenso quebra o asfalto e a via é cheia de remendos.

Na Avenida Santo Amaro, o problema é na faixa exclusiva de ônibus, que também pode ser usada pelos táxis. Os coletivos, pesados, criam fissuras e ondulações. A reportagem encontrou três buracos em menos de 50 metros na faixa exclusiva.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que as vias citadas serão vistoriadas. Procurada para comentar as falhas na Santo Amaro, a São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pela manutenção dos corredores, não respondeu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.