Taxista praticava sequestro relâmpago em shopping

Homem trabalhava em ponto perto do Anália Franco, na zona leste, e escolhia vítimas pelo[br]carro, no estacionamento

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2011 | 00h00

A Polícia Civil prendeu ontem um taxista acusado de praticar sequestro relâmpago nas imediações e até dentro do estacionamento do Shopping Anália Franco, no Tatuapé, zona leste da capital. João Paulo Ramos de Lira, de 21 anos, trabalhava em um ponto ao lado do shopping e, segundo policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), aproveitava para escolher suas vítimas.

Os alvos preferenciais eram mulheres que aparentavam boa condição financeira. "Ele escolhia pela marca do carro", disse o delegado Amadeu Ricardo dos Santos, que comandou as investigações que levaram à prisão do taxista. A polícia já tem o nome e tenta capturar o homem que agia junto com Lira.

O ataque mais recente da dupla aconteceu na noite de quarta-feira. Por volta das 19h30, eles abordaram uma mulher que guardava suas comprar no porta-malas de um carro importado. Durante duas horas, ela ficou refém dos bandidos armados, que a ameaçavam de morte.

"O objetivo deles era fazer saques. Eles ficavam ameaçando, dizendo "me dá a senha", "vou te matar"", conta o delegado do Garra. Depois de sacarem R$ 300 em um caixa eletrônico, os bandidos libertaram a mulher nas imediações do shopping. O carro dela foi recuperado perto do Jardim Elba, na zona leste. Uma outra mulher e a amiga dela já haviam sido sequestradas pela dupla no dia 6, também nas imediações do Anália Franco.

No táxi, os investigadores apreenderam uma pistola e o rádio de uma das vítimas. Segundo a polícia, Lira atuava como preposto do pai, um dos taxistas mais antigos do ponto. "O pai é um homem trabalhador, que infelizmente tem um filho criminoso", disse o delegado. Ele orienta os frequentadores de shoppings a ficarem atentos a movimentações estranhas quando estão se preparando para entrar ou sair de seus carros.

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