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Taxista acusado de estuprar inglesa em SP tem licença bloqueada

Condutax é o documento que habilita o motorista para a atividade. Taxista há 11 anos, Silva não tem alvará, mas é coproprietário

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2016 | 23h00

SÃO PAULO - Preso após ter sido acusado de estupro por uma professora inglesa, o taxista Fabio Honorato da Silva, de 33 anos, teve o Condutax bloqueado pela Prefeitura de São Paulo. O documento é a licença que habilita o motorista para a atividade. Taxista há 11 anos, Silva não tem alvará, mas é coproprietário e, portanto, a licença para o seu veículo também foi suspensa. 

Ele é acusado de estuprar uma passageira inglesa de 27 anos durante corrida na madrugada de sábado, no Itaim-Bibi. “É um profissional já antigo. Essas são informações preliminares. Ele certamente vai responder criminalmente se o fato (crime) for constatado e automaticamente perderá o alvará”, afirmou nesta terça-feira, 7, o prefeito Fernando Haddad (PT).

A professora inglesa contou que saía de uma confraternização com amigos em um restaurante na Rua Tabapuã, por volta da 1h30 de sábado, e pediu para uma garçonete do local solicitar um táxi. O chamado foi feito por meio do aplicativo da empresa "99". Segundo a vítima, o motorista notou que ela era estrangeira e, assim que o veículo, um prisma branco, parou em um semáforo, ele começou a assediá-la falando em português e tentando tocá-la. A passageira se esquivou.

Em seguida, Silva dirigiu para uma rua deserta, parou o veículo e pulou para o banco traseiro, onde molestou a passageira e a estuprou. Após o crime, segundo o boletim de ocorrência, o taxista pediu que a inglesa ficasse calma e que passasse a ele seus dados pessoas, como telefone e e-mail, para um "segundo encontro". O motorista ainda tentou cobrar o valor de R$ 537 por uma corrida de R$ 60.

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