Táxis de SP vão ganhar nº e faixa nas laterais

Motoristas novos têm até outubro para pôr friso; mudança é opcional para os demais

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Em outubro, chegarão às ruas da capital paulista táxis com identidade visual repaginada. A cor continuará branca, mas a lataria ganhará uma faixa quadriculada nas cores amarela e preta. Além disso, serão numerados de acordo com o registro na Prefeitura e terão a inscrição "TÁXI SP" e o telefone 156, da central de atendimento e reclamações da Secretaria Municipal de Transportes (SMT).

Inicialmente, a mudança só será obrigatória para os 1.200 taxistas que ganharão a permissão de serviço em 2011 - a alteração será facultativa para outros 32.580 motoristas da frota paulistana.

Neste mês, 125 autorizações para veículos particulares já foram sorteadas. Quem foi premiado tem 60 dias para providenciar documentação e "adesivar" ou pintar o carro de acordo com as normas do manual do Departamento de Transportes Públicos (DTP).

A medida foi implementada ontem por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da Cidade. Há também uma nova padronização opcional para carros da frota especial de radiotáxis, em vermelho e branco.

Segundo o diretor do DTP, Helder Pereira, a intenção é facilitar a identificação dos táxis paulistanos e reduzir as chances de veículos piratas circularem de forma clandestina na cidade - justamente por causa da numeração e das faixas quadriculadas. Com os números do alvará e do teleatendimento impressos na lataria, os usuários também terão mais informações sobre motoristas que recusam corridas ou cometem infrações.

Para Ricardo Auriemma, presidente da Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo (Adetax), as alterações são positivas e darão imagem própria aos táxis de São Paulo - como há em Curitiba (veículos cor de laranja com quadriculado preto) e no Rio (táxis amarelos com faixa azul). Ele não acredita, no entanto, que a concorrência desleal com os taxistas "piratas" será amenizada. "Os clandestinos também podem pôr essa identificação."

Custo. Toda a uniformização dos carros deverá ser feita pelos donos dos alvarás. Segundo estudos encomendados pelo DTP, o gasto para colocação das faixas e da numeração não deve ultrapassar R$ 80. Para sindicalistas, no entanto, a portaria somente onera o taxista. "Essa faixa vai dar despesa para colocar e para descaracterizar e vender o carro depois. Nessas horas sempre aparecem pessoas para achacar o motorista", diz o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra.

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