Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Táxi dog não pode atender emergência

Transporte a clínica agora deve ser de ambulância

Fábio Brito, de O Estado de S.Paulo,

31 Janeiro 2013 | 23h00

O Conselho Federal de Medicina Veterinária publicou nesta quinta-feira no Diário Oficial da União uma resolução que define novos critérios para o funcionamento de hospitais, clínicas e consultórios veterinários, além determinar o tipo de transporte para animais encaminhados para esses estabelecimentos.

A nova regra traz exigências de equipamentos de emergências e a proibição do uso de táxi dog para a remoção em atendimentos veterinários, se não estiverem vinculados a clínica, hospital ou consultório. Além disso, cria duas categorias de veículos autorizados para esse serviço: a "unidade de transporte e remoção" e a "ambulância veterinária".

No primeiro caso, o veículo deve ser destinado à remoção de animais que não necessitem de atendimento de urgência, como vacinações e consultas, por exemplo. Em caso de emergências, apenas as ambulâncias, com a presença obrigatória de um médico veterinário e de equipamento de suporte à vida, podem fazer o transporte. A utilização desses veículos para serviços de banho e tosa é proibida e passível de multa. Os carros também devem ter seus dados cadastrados nos conselhos regionais - hoje não existe esse cadastro - e a identificação externa indicando que transportam animais.

Para Antonio Ronzino, que trabalha com táxi dog há sete anos, a nova resolução poderá tornar inviável seu negócio. "Fazemos o transporte para clínicas que nos indicam porque confiam em nosso trabalho, mas levamos animais para lugares que os clientes pedem. Ficar vinculado fará com que eu perca mais de 80% dos meus clientes." Segundo Ronzino, na madrugada é comum haver solicitações de emergências.

O consumidor também deverá pagar mais por isso. O custo médio de um táxi dog para levar um pet para uma clínica e devolvê-lo ao seu dono é de R$ 50 e, de ambulância, a partir de R$ 190.

Na capital, existem empresas de transporte no segmento, mas vinculada a um hospital veterinário apenas a Santa Inês, que fica na zona norte e tem ambulância da própria instituição que atende à resolução.

Tranquilidade

Segundo o presidente do conselho, Benedito Fortes de Arruda, a atualização da norma garante que o atendimento aos animais seja prestado dentro das condições necessárias de segurança. "É uma forma de protegê-los, garantindo seu bem-estar e a tranquilidade de seus proprietários."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.