Taxa deve deixar fretado 5% mais caro para passageiro

A Secretaria do Estado dos Transportes Metropolitanos baixou na semana passada duas resoluções que devem resultar em aumento no preço da passagem para usuários de ônibus fretados. Uma delas prevê a renovação obrigatória de parte da frota e a outra criou uma taxa mensal para os proprietários dos veículos. Segundo as associações da categoria, é inevitável que haja um reajuste inicial de 5%.

, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2010 | 00h00

A nova legislação prevê o pagamento de uma taxa mensal por veículo da empresa. Os valores serão de R$ 49,26 para cada ônibus e R$ 41,05 para os micro-ônibus (de até 20 lugares). Os primeiros pagamentos serão no dia 20 do próximo mês.

"Infelizmente, nossos passageiros já vão receber os reajustes no mês que vem, inicialmente de 5%", diz Geraldo Maia, diretor da associação de fretados Assofresp. Ele cita como exemplo uma linha que faz o trajeto entre a zona leste e o centro de São Paulo. Hoje, o valor mensal das viagens é R$ 250. Com o reajuste, dependendo do arredondamento, deve ir para R$ 265.

O setor afirma que a nova taxa vai triplicar os gastos atuais dos empresários com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que regulamenta o serviço. Antes, o único gasto era a taxa de vistoria, em torno de R$ 200, a cada um ano e meio para os veículos novos. Os com mais de 10 anos precisavam fazer a vistoria a cada seis meses.

Com a nova remuneração, todos precisarão arcar com R$ 600 por ano. Quase 2 mil empresas serão atingidas, que atuam nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas. Segundo a EMTU, a taxa vai proporcionar investimentos para a modernizar sistemas, inclusão digital, equipamentos para fiscalização e treinamentos.

Renovação. A outra resolução prevê a retirada de circulação de veículos com mais de 15 anos, por meio de um cronograma escalonado: 35% dessa frota em um prazo de um ano (a partir de 1.º de julho), 35% até o fim do segundo ano e os outros 30% até o fim do terceiro ano.

A EMTU calcula que existam 2,4 mil veículos nessas condições - 15,6% da frota. Os sindicatos do setor, no entanto, afirmam que 4,7 mil veículos precisarão sair de circulação, considerando os que vão atingir a vida útil nos próximos três anos. "Será mais uma grande alta que precisará ser repassada aos clientes", diz o diretor Transfretur, Jorge Miguel dos Santos.

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