Taxa de ocupação doméstica estava em 75%, informa TAM

Número é divulgado em resposta ao questionamento sobre os impactos da interdição de pista de Congonhas

Téo Takar, da Agência Estado,

24 de julho de 2007 | 20h10

O vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da TAM, Líbano Miranda Barroso, revelou que a taxa média de ocupação dos vôos, tanto domésticos como internacionais, estava em 75% no mês de julho até segunda-feira, 23. O executivo informou o número em resposta ao questionamento de um analista sobre os impactos para a TAM da interdição da pista principal de Congonhas por conta do acidente com um avião da companhia e também em função dos diversos atrasos, cancelamentos e desvios de vôos para outros aeroportos devido à chuva. "A TAM responde por 45% dos slots (autorizações de pouso e decolagem) de Congonhas. Tivemos diversos cancelamentos por questões meteorológicas e devido ao fechamento da pista principal. Reduzimos o número de vôos e transferimos alguns para Guarulhos. Mesmo assim, estamos com um load Factor doméstico de 75% até segunda-feira." Líbano elogiou a decisão do Conac de determinar a construção de um terceiro aeroporto na região de São Paulo e avaliou que Congonhas deverá se tornar um aeroporto voltado à demanda de passageiros em viagens de negócios, com vôos diretos de até duas horas de duração. "Congonhas deverá operar como uma ponte aérea para vôos de até duas horas, com uma escala de vôos voltado ao mercado executivo." O executivo contou que a ponte aérea Rio-São Paulo responde hoje por 10% da receita total da TAM, enquanto os demais vôos com até duas horas de duração representam mais 20% a 25% do faturamento (além da ponte aérea) "São vôos com fluxo predominante de business". Já as conexões atingem cerca de 30% da malha de vôos da companhia no País. Por isso, o executivo acredita que o impacto das medidas para Congonhas sobre a demanda de passageiros a negócios será menor do que no caso dos clientes que viajam a lazer, que terão que se deslocar para Guarulhos ou realizar conexões em outras cidades. O vice-presidente Financeiro da TAM lembrou ainda que o aeroporto de Guarulhos também já opera no limite, com restrições para liberação de novos horários de vôos, especialmente internacionais. "Já existe uma orientação da Anac de que Guarulhos não pode receber novos vôos internacionais. Por isso estamos priorizando o Galeão (Rio de Janeiro). Recentemente lançamos um vôo para Paris saindo de lá.

Mais conteúdo sobre:
TAM

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.